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Trabalho de Marta Sofia Nunes

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heymikel

Colectiva

Tornado, um ser com progenitores de carne e osso

São cerca de 70 artistas nas rédeas do cavaleiro Esgar Acelerado. As peças únicas e manuais estarão em Novembro na galeria da Biblioteca Municipal Rocha Peixoto, na Póvoa de Varzim

Texto de Luís Octávio Costa • 06/10/2012 - 16:05

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Devasta e arrasa, relincha, ergue-se em duas patas e expele tinta violeta pelos olhos. A exposição colectiva Tornado - Digital Zero International Artshow é tudo o que eles quiserem — eles são cerca de 70 artistas recrutados por Esgar Acelerado que podem tudo desde que esse tudo caiba num caixilho de 30x40 e que seja uma criação não-digital.

 

“Cientificamente”, como sugere Esgar em conversa com o P3, não há grande ciência. Ele precisava de uma exposição colectiva para “ocupar o tempo” e a Galeria da Biblioteca Municipal Rocha Peixoto, na Póvoa de Varzim, que já tinha recebido os 20 anos de pseudónimo Esgar Acelerado em 2011, tinha datas livres (entre os dias 9 e 30 de Novembro). O fenómeno meteorológico começou a ganhar forma.

 

O ilustrador já só precisava de uma linha condutora “com tema livre”, um conceito “circular e veloz” que resultou nisto. Denominador comum: trabalho não digital. “Trata-se do regresso ao que é o trabalho manual, ao objecto físico e único. Digamos que o ponto de partida é a mão do criador, uma folha e um instrumento riscador. Queremos mostrar que nem tudo é um processo mecânico”, diz quem habitualmente vê nascer, crescer e, muitas vezes, morrer os seus desenhos no computador.

 

Não existe a ideia de “renegar o digital”, mas sim de homenagear a criação de peças “únicas, registos manuais dos seus autores”. “Não se faz um filme da Pixar sem pessoas a riscar”.

 

A exposição Tornado pretende ser um espaço de mostra de desenho, ilustração e pintura em todas as suas vertentes e técnicas não-digitais. Múltiplos serão apenas permitidos se utilizarem técnicas tradicionais (serigrafia ou gravura), sendo que serão consideradas válidas impressões digitais desde que com registos manuais sobre elas (por exemplo, fotografias pintadas ou riscadas por cima).

 

Ao P3, Esgar confirmou 70 artistas na pescaria — contando com alguns que podem cair pelos buracos da rede — com poucos estrangeiros no cardume.

 

Um Tornado de dois em dois anos

Fica a faltar a velha questão: Tornado porquê? “Porque gera movimento... porque devasta e deixa marcas”, responde Esgar. Aviso à população: pode passar de dois em dois anos. Tornado porque é uma palavra internacionalmente acessível (“Podia ser uma boa marca”).

 

Tornado porque é o nome do cavalo do Zorro — e aí entra Miguel Sousa aka “heymikel”, um jovem “que percebe o tempo contemporâneo e que percebe o antigo” e que agarrou as crinas do bicho para desenhar o cartaz da primeira edição da Digital Zero International Artshow.

 

“O que pedi aos artistas tem de caber num caixilho de 30x40” — talvez com a excepção das esculturas do colectivo Pisco Ruivo e de Maria Rita Pires, os tridimensionais da coisa.

 

O resultado será um mural, que nas paredes da biblioteca, à distância de uns bons passos, funcionará como um conjunto de pixéis — uma espécie de antítese conceptual. Novidade: ninguém poderá enviar as obras por email. “Tudo será enviado por correio. Obriga-me a ir ao apartado, a ter essa surpresa de receber o embrulho e de o abrir.”

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