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Fukuluv Alberto Guerreiro

Hey Futurman Alberto Guerreiro

Unnatural World 1 Macacas Production

Milton Dias

Futuro

Eles andam aí... e digitalizam

Os portugueses Milton Dias, Alberto Guerreiro e o colectivo Macacas Productions estão entre os artistas de 15 países que integram a exposição Scan.it, em Brighton

Texto de Luís Octávio Costa • 01/08/2012 - 11:08

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Eles andam aí. Não são extraterrestres, mas transformam tudo o que não mexe — e o que mexe — num código digital. Chama-se digitalização. E é uma arte.

 

Depois de terem respondido a um “open call” a criadores que utilizassem o “scanner”, os portugueses Milton Dias e Alberto Guerreiro, bem como o colectivo Macacas Productions, foram escolhidos para participar na exposição Scan.it, em Brighton (Inglaterra), na Gallery 40, que junta artistas de 15 países.

 

“A digitalização acaba por ser uma analogia aos Raio-X que fazemos em busca de uma qualquer enfermidade, conferindo uma estética experimental aliada a uma visão neorealista pop de um processo de continua procura à qual não será alheia a minha formação em sociologia”, explicou ao P3 Milton Dias, que participa com os trabalhos “Explosive Ideas” e “Black Star” na semana subordinada ao tema “The Cow + The Font”.

 

Aderir ao “scanning” é resgatar fantasmas do anonimato. É revelar imagens “que vivem um desgosto profundo em serem invisíveis”, teoriza Milton, artista que cresceu no "stencil" e que se estreou nestas andanças há relativamente pouco tempo.

 

“Esse processo de ‘revelação’ da verdade, de ‘desmantelamento’ da fachada, do cenário, conduziu-me aos objectos que, por excelência, acompanham o ser anónimo e que lhe ajudam a atribuir identidade”.

 

Mensagens secretas

A técnica funciona como “mensagens secretas”, contam ao P3 (via email) Ana Brotas e Joana Santos, membros do colectivo Macacas Productions. “Unnatural World 1” e “Unnatural World 2” — as suas obras na Scan.it — são “experiências visuais com objectos simples”.

 

“Criámos um grafismo cíclico com símbolos da natureza e cadeiras em miniatura. As cadeiras funcionam como caracteres, como uma mensagem secreta”, traduzem.

 

Até agora, a especialidade de Alberto Guerreiro, antropólogo de formação e museólogo de profissão, tem sido a vídeo arte. Desde 2006 que desenvolve um projecto visual conceptual contínuo, envolvendo trabalhos em vídeo, experiências com películas de arquivo (“found footage”), filmes experimentais, arte sonora e fotografia digital.

 

A digitalização é a evolução natural. “Os objectos digitalizados correspondem a matéria perdida no limbo diário, mas imbuídos de vida própria, reportando vivências deambulantes entre o mundo real (humano) e o mundo paralelo do espaço interior (fantasmagórico)”, sublinha o “sampler”, que na segunda semana da exposição (subordinada ao tema “The Thing + The Dead") revela os trabalhos “Fukuluv", "Evidence" e "Hey Futurman".

 

“No fundo, corresponde a um inventário (in)animado do depósito dos sonhos”, explica Alberto Guerreiro. “O que se tenta imortalizar através deste género de radiografia conceptual não é tanto o objecto em si, mas as suas memórias que se apropriam do mesmo, evocando estórias gravadas na sua pele, na sua textura”.

 

A Scan.it é uma ideia original da arquitecta Gem Barton e conta com a presença do artista nova-iorquino Borbay.

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