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Inês Delicioso é designer gráfica exilada em Londres

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Daniel Frost

Crónica

Daniel Frost, o mundo secreto do ilustrador londrino

Pode ser que haja artistas minimalistas, ou criativos obcecados com arrumação e espaço vazio. Não é o caso do Daniel

Texto de Inês Delicioso • 15/05/2012 - 11:38

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Há qualquer coisa acerca do estúdio, sala, quarto (ou seja qual for a divisão) onde um artista trabalha. É o ambiente. Quase o sentimos palpável quando lá entramos pela primeira vez, como se entrássemos na cabeça da pessoa. Na maior parte das vezes é assim que acontece. Pode ser que haja artistas minimalistas, ou criativos obcecados com arrumação e espaço vazio mas, para meu deleite, isso não acontece na sala do Daniel.

 

Com 28 anos, o Daniel é um ilustrador nascido quase no meio geográfico do Reino Unido, numa pequena cidade chamada Rugeley. Tirou uma licenciatura em ilustração e animação em Manchester e em 2010 mudou-se para Londres para fazer um mestrado no Royal College of Arts.

 

Fui entrevistar o Daniel poucos dias antes da inauguração da sua exposição mais recente - Frostville - mas antes de falar da exposição creio que é importante contextualizá-la com uma descrição mais detalhada da pessoa que a fez.

 

Como já disse, a sensação que tive ao entrar na sala dele (o Daniel trabalha em casa) foi a de entrar num mundo diferente. Não que as coisas por lá dispostas fossem bizarras ou agressivas. Não, a sala estava repleta de pequenos pormenores: "mobiles pendurados do tecto, pinturas e desenhos nas paredes, colecções de brinquedos que o miúdo vizinho já não queria, livros, sei lá!

 

Desde pequeno que o Daniel gosta de desenhar. Quando era miúdo ele e o irmão desenhavam à desgarrada, numa competição amigável, cujo objectivo era ver quem conseguia fazer rir mais o outro. Depois foi quase natural continuar os estudos numa área que gostava. Era isso ou ser tratador de animais no jardim zoológico.

 

A verdade, é que, para além de desenhar, o Daniel também gosta imenso de ler, principalmente histórias fantásticas, ficção científica, tudo o que distorça a realidade. E acho que é das leituras que vem muita da sensibilidade e imaginação para os desenhos dele.

 

Ele diz que se inspira em pessoas que conhece, amigos ou alguém esquisito que vê na rua, para inventar as suas personagens. Eu acredito, mas acho que há uma história em cada uma delas, e essa história é o Daniel que a sabe. A simplicidade das formas, e o exagero de certas características físicas trazem uma enorme expressividade às suas personagens.

 

A Frostville é o início de uma cidade que o Daniel está a construir. Cheguei à conclusão de que o objectivo principal dos trabalhos dele é a história que se escreve sem texto. E o melhor de tudo isto, sem querer menosprezar a estética perfeita do trabalho, é que é possível, ao olhar para os desenhos e ligá-los uns aos outros, descobrir uma narrativa para nós próprios contarmos.

 

É só acordar a criança que ouvia histórias que há em todos nós.

Eu acho que

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