Matilde Reis

Encontro

Urban Sketchers: vamos desenhar o Convento do Carmo?

A Urban Sketchers Portugal incentiva quem quiser experimentar o desenho, ou quem o quiser melhorar, a juntar-se a eles este sábado, 27 de Janeiro, no Convento do Carmo, em Lisboa

Texto de Miguel Dantas • 26/01/2018 - 12:28

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“Vamos desenhar com…” é uma iniciativa da Urban Sketchers Portugal que pretende apresentar o desenho urbano, aproximando os amadores dos desenhadores assíduos. E os irmãos Matilde e Tomás Reis ajudam. Todos estão convidados para no dia 27 de Janeiro se juntarem a eles no Convento do Carmo, em Lisboa. Nenhuma inscrição é necessária. Basta aparecer.

 

“Todas as pessoas são bem-vindas”, começa Matilde por dizer ao P3. Saber desenhar não é um pré-requisito para participar neste evento, que pretende levar às pessoas que nunca desenharam uma primeira experiência e, aos desenhadores experientes, permitir a melhoria e partilha de técnicas. Uma caneta e um caderno — apelidado de diário gráfico, onde registas os teus desenhos — são os únicos requisitos.

 

Os dois irmãos começaram a desenhar na infância. “A nossa avó insistia que nós reportássemos o quotidiano”, recorda Matilde. O irmão de 28 anos até acabou por seguir Arquitectura. Já Matilde, com 21 anos, estuda Audiovisual e Multimédia na Escola Superior de Comunicação Social de Lisboa, mas continua a desenhar com o irmão: “Temos estilos diferentes”, refere. O irmão, devido à sua formação curricular, dá mais atenção ao aspecto arquitectónico dos edifícios que vão desenhando ao longo do tempo. Já Inês prefere salientar as caraterísticas humanas. Todos os desenhadores urbanos têm estilos, técnicas e preferências diferentes, que ficam evidenciadas quando, no final de cada encontro, mostram aos seus pares o trabalho realizado. 

 

O encontro do próximo sábado terá início por volta das 15h. No início do encontro, Tomás e Matilde farão uma exposição dos trabalhos já realizados por eles no Convento do Carmo. Nas duas horas seguintes, dedicar-se-ão a ajudar e a dar a sua visão às obras dos participantes, enquanto desenham a sua própria versão do edifício. Por volta das 17h, os desenhos são terminados e comparados. Não é uma competição, antes pelo contrário. Apenas se vêem “as infinitas formas de retratar a realidade”, como diz Matilde. 

 

O urban sketching é isso mesmo. O encontro de diferentes formas de retrato da realidade. Todos visualizam o mesmo edifício, mas nenhum esboço é igual ao do lado. 

  

Um grupo aberto ao mundo

Eduardo Salavisa, um dos membros do núcleo duro dos Urban Sketchers Portugal, diz ao P3 que o grupo foi criado em 2009. Actualmente, a organização conta com 250 sócios que se juntam para eventos de desenho no local.  

 

O Porto acolherá este ano o 9.º Simpósio Internacional de Urban Sketchers. Limitado a 500 pessoas, o preço de inscrição ronda os 400 euros. Apesar do preço, Eduardo Salavisa garante que “as vagas esgotam em poucas horas”. O Simpósio realiza-se em Julho e terá a duração de três dias. Ainda está em fase de construção, mas a edição deste ano “contará com workshops simultâneos”.

 

O centro do evento será na Alfândega, que verá os melhores desenhadores urbanos no seu habitat natural. A inscrição poderá ser feita online, na página dos Urban Sketchers International.

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