Exposição

Como é que os visitantes viam o Jardim Botânico de Coimbra?

"Fotossíntese" é o nome da exposição de fotografias que retratam o Jardim Botânico de Coimbra do século XIX até 1986. As imagens, de grande dimensão, podem ser vistas até Setembro

Texto de Lusa • 15/06/2017 - 12:17

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O Jardim Botânico da Universidade de Coimbra acolhe a partir de quarta-feira, 21 de Junho, a exposição ao ar livre Fotossíntese, com fotografias tiradas pelos seus visitantes desde o fim do século XIX até aos anos 1980.

 

A exposição insere-se num projecto da instituição para recolher e arquivar as memórias fotográficas em que o jardim é o cenário, tendo recebido já mais de 100 imagens de pessoas que passaram pelo espaço, contou à agência Lusa o director do Jardim Botânico da Universidade de Coimbra (JBUC), António Gouveia.

 

Na exposição ao ar livre, inaugurada pelas 17horas de dia 21, vão estar 20 fotografias de grandes dimensões, seja de um batalhão da PSP em 1930, de estudantes de enfermagem que encontravam no Botânico "um espaço de estudo e de lazer num tempo em que as coisas eram mais controladas", de crianças que tinham ali o seu espaço de recreio ou de um casal que tirou uma fotografia no jardim no dia do seu casamento.

 

As imagens vão do último quartel do século XIX até 1986 e mostram uma "relação muito emocional e afectiva que as pessoas têm com o Jardim Botânico", sublinhou António Gouveia, recordando o caso de uma mulher que tem fotografias do jardim que acompanham os momentos mais importantes da sua vida.

 

Segundo o director do JBUC, o processo é dinâmico e contínuo, sendo que a instituição pretende continuar a recolher imagens dos visitantes, que serão, no futuro, disponibilizadas online. Para além de o projecto ser importante do ponto de vista da análise da história do espaço, há também "ciência cidadã", em que os registos "são objectos de estudo", permitindo perceber questões arquitectónicas ou até a evolução da colecção presente no jardim.

 

A exposição vai contar também com uma brochura com a história que cada pessoa mandou sobre as imagens expostas. O projecto está integrado numa estratégia mais global do próprio jardim de trabalhar a sua história, que já conta com quase 250 anos, e vai estar patente até Setembro. Insere-se, também, na programação do Sons da Cidade, o evento que celebra a inscrição da "Universidade de Coimbra, Alta e Sofia" como Património Mundial da UNESCO.

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