Marvila inunda 15 paredes de arte para derrubar muros

autoria Nelma Serpa Pinto

// data 25/05/2017 - 13:31

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São 15 paredes laterais de 15 prédios diferentes que se transformam em 15 telas gigantes para 15 artistas de arte urbana. O bairro da Quinta do Marquês de Abrantes, da Quinta do Chalé e da Quinta das Salgadas, em Marvila, estão a ganhar cores e formas pela mão de writers do lado de cá e de lá do oceano. Tudo começou há oito meses. “Não nos queríamos impor, então em Outubro começámos a reunir com as associações locais e com os elementos-chave da comunidade. Falámos com as pessoas que são influenciadoras de opinião aqui no bairro”, conta Inês Machado, coordenadora da Galeria de Arte Urbana (GAU) do Departamento de Património Cultural da Câmara Municipal de Lisboa. O trabalho de sensibilização passou por visitas guiadas e muitas conversas, mas a tarefa revelou-se fácil. “Os moradores, de diferentes etnias, nunca demonstraram muita resistência à iniciativa”. O principal motivo do festival MURO em Marvila, que também integra concertos, aulas de skate, encontros de hip-hop ou conversas e exposições sobre arte urbana e que dura até domingo, 28 de Maio, é a inclusão social e cultural de quem lá vive e também destes bairros na cidade. Este é o segundo ano em que se realiza o evento, que no ano passado pintou empenas no Bairro Padre Cruz. “O município não consegue dar tanta atenção a estas comunidades e este projecto dedica-se a elas através da arte”, declara a coordenadora da GAU. Lisboa foi considerada a capital Ibero-Americana de Cultura de 2017 e é precisamente esse o tema desta exposição a céu aberto. Até Marvila, voaram nove artistas da Colômbia, Brasil, Venezuela, Equador, México, Argentina e Espanha para fazer jus ao propósito do festival.

 

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