Missphips: é o que dá estar sempre de caneta na mão

autoria P3

// data 09/03/2017 - 11:31

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O discurso de Meryl Streep nos Globos de Ouro — e a poderosa frase de Carrie Fisher, Take your broken heart and turn it into art. A experiência da dieta do Paleolítico. A saída de Barack Obama da presidência dos EUA, a Marcha Mundial das Mulheres, a passagem dos dias. Tudo isto acabou por inspirar um desenho de Missphips, alter-ego de Filipa Lacerda, designer de 29 anos. Nascida em Maputo, licenciou-se em Arquitectura antes de partir para Madrid para um mestrado em design. Hoje, trabalha como designer na Reitoria da Universidade do Porto e, nas horas vagas, faz voluntariado e dá asas à criatividade em ilustrações e não só. E tudo, ou quase tudo, pode ser inspirador. "Há coisas que eu vejo e oiço que me levam a fazer uma associação, às vezes disparatada, às vezes querida, que acabam por aterrar no papel sob forma de um rabisco", conta em declarações por email enviadas ao P3. A caneta raramente lhe sai da mão e é no papel que tudo começa. Depois, alguns desenhos são digitalizados, animados, pintados a acrílico ou, nos últimos tempos, bordados ou trabalhados em cerâmica. Ainda assim, descreve a sua "abordagem estratégica" com uma pequena frase: "Euseilá...". Entre os projectos a que se tem dedicado recentemente está o alfabeto feminista, que tem feito no âmbito do desafio #36daysoftype no Instagram, e o "cãotigas de amor", uma "espécie de 'caotinuação' do livro Caopêndio, de Tóssan.

Eu acho que