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O GNRation tem explorado, nos últimos anos, a ligação entre as tecnologias e as artes Nelson Garrido

Projecto

Braga terá um programa de curadoria para ligar nanotecnologia e arte

Parceria entre GNRation e Laboratório Ibérico de Nanotecnologia deve arrancar em meados do próximo ano

Texto de Samuel Silva • 10/11/2015 - 12:19

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Seis anos em Braga não chegaram para que o Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL, na sigla internacional) tivesse uma presença marcante na cidade. Mas a partir do próximo Verão, poderá ser a arte a desbloquear esta relação complicada. Pelo menos é essa a intenção do instituto de investigação que, em parceria com o GNRation, vai lançar um programa de curadoria para ligar tecnologia e arte.

 

A inspiração para esta iniciativa é o programa de residências artísticas Arts@CERN, que tem levado bandas musicais e artistas multimédia, por exemplo, a trabalhar junto do acelerador de partículas sediado em Genebra, na Suíça. “A arte pode ser um veículo para que as pessoas conheçam o trabalho que é feito pelos investigadores do INL”, defende o director do GNRation Luís Fernandes, que será o parceiro artístico desta iniciativa. Aquele espaço cultural já tem explorado, nos últimos anos, a ligação entre as tecnologias e as artes, com algumas encomendas a criadores que trabalham nesta fronteira, mas quer agora alargar esta aposta, colocando os artistas mais próximos dos cientistas.

 

Dessa forma pretende-se resolver um aparente divórcio que dura desde que, em 2009, o INL foi inaugurado nos terrenos que até então tinham acolhido o parque de diversões Bracalândia. “A cidade ainda não sabe muito bem o que é o INL”, avalia Fernandes. O programa de curadoria dinamizado pelo INL e pelo GNRation deverá arrancar no segundo semestre do próximo ano.

 

Para já, as duas instituições colaboram num registo informal, organizando conjuntamente uma mesa redonda, na noite desta terça-feira (21h00), no GNRation, sobre o cruzamento entre arte, ciência e indústrias criativas. “Vamos ter pessoas de áreas completamente diferente. Acredito que haverá alguns choques esclarecedores”, antecipa Luís Fernandes.

 

A discussão juntará o professor e investigador da Universidade do Minho Pedro Branco, especialista em interacção entre humanos e computadores, Claudia Pasquero, da londrina The Bartlett School of Architecture e do estúdio de arquitectura e desing urbano ecoLogicStudio, o professor de desing e novos media da Universidade do Porto Heitor Alvelos e ainda Pablo Fuciños, investigador do Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia. A moderação está a cargo da artista norte-americana Maija Beeton.

 

Esta mesa redonda está integrada no programa do INL Sumit, uma conferência organizada pelo laboratório de nanotecnologia, que começa na manhã desta terça-feira e se prolonga até ao dia seguinte. O mote deste encontro é “scale travels” (viagens à escala, numa tradução livre) e pretende ser um debate “de ponta” sobre o papel da nanotecnologia para o desenvolvimento. Nas mesmas sessões vão reunir-se académicos e investigadores, membros do tecido industrial e representantes políticos, quer da comissão europeia, quer de várias instâncias governativas regionais da região Norte de Portugal e da Galiza.

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