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Natalie Krim: o erotismo pelo buraco da fechadura

autoria Natalie Krim

// data 23/07/2015 - 18:04

// 16518 leituras

Sempre que lhe perguntam que idade tem, Natalie Krim atira: "Idade suficiente". Uma tirada, provocatória q.b., que já deixa antever um pouco a personalidade da jovem norte-americana, bem visível em cada uma das suas ilustrações. Por um discreto buraco de fechadura, mostra-nos, furtivamente, as suas meninas-mulher vintage que, sensuais, dominam a sexualidade. Entre ligas e corpetes, entre "collants" e alguma dominação. De passeios em caracóis fálicos (cheirinho a Hentai?) a uma ou outra lágrima. "Sou fascinada por aquilo que uma pessoa escolhe revelar sobre si mesma e pelos diferentes papéis que quer desempenhar ou esconder na sociedade", explica a ilustradora, em entrevista por e-mail ao P3. E a lingerie ajuda-o: "Pode aumentar, esconder, expor ou moldar o corpo como se quiser". Mas, ao criar uma "sensação de poder e subordinação", pode ser uma ferramenta para "explorar identidades femininas e masculinas ao criar uma sensação de poder e subordinação." Natalie recusa, por isso, a típica justificação do uso de lingerie num universo heteronormativo: o público masculino. "Não é para obter a aprovação do homem, mas, mais importante, para celebrar os nossos próprios corpos, para fazer uma declaração e para ter uma escolha." Os seus desenhos, sublinha, seguem essa mesma linha: "Sim, são sexuais, mas, tal como a lingerie, não procuram a aprovação dos homens, mas sim promover uma aceitação equilibrada da sexualidade: livre de culpa e de julgamento." Não é uma "objectificação da mulher", mas sim uma forma de a "fortalecer". Em breve, todas estes desenhos podem ganhar movimento e voz — a norte-americana está a trabalhar em algumas ideias de animação. Em Outubro, o seu trabalho integra uma exposição colectiva de artistas de Los Angeles na Manteigaria de Lisboa. A inauguração é em Outubro. AR

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