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Quadro a óleo pintado em 1961

Quadro a óleo pintado em 1961

A justificação

“Esta obra de Lichtenstein é uma das primeiras pinturas em que o autor se apropria da estética da banda desenhada e marca o que conhecemos como pop art”, definiu Koji Inoue, responsável da Christie’s.

Leilão

Quadro de Lichtenstein leiloado por 31 milhões de euros

“I Can See the Whole Room!... and There's Nobody in It!” foi vendido por 43,2 milhões de dólares (31,3 milhões de euros) em Nova Iorque.

Texto de Cláudia Carvalho • 09/11/2011 - 12:38

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O quadro “I Can See the Whole Room!... and There's Nobody in It!” do artista norte-americano Roy Lichtenstein foi vendido, terça-feira, por 43,2 milhões de dólares (31,3 milhões de euros) num leilão da Christie’s em Nova Iorque. É um novo recorde para o artista.

 

O quadro pintado a óleo, em 1961, é um exemplar de pop art muito característico do artista que, ao estilo cartoon, pintou um homem a espreitar por um buraco. Foi apontado como a estrela do leilão e acabou por marcar a venda mais alta da noite, deixando para trás o anterior recorde do artista que era de 42.6 milhões de dólares (30,8 milhões de euros).

 

A obra foi à praça por 27 milhões de dólares (19,5 milhões de euros) e em 15 segundos chegou aos 34 milhões (24.6 milhões de euros), abrandando o ritmo depois. “Esta obra de Lichtenstein é uma das primeiras pinturas em que o autor se apropria da estética da banda desenhada e marca o que conhecemos como pop art”, definiu Koji Inoue, responsável da Christie’s.

 

Num leilão marcado pela presença de grandes coleccionadores de arte, incluindo o actor Leonardo DiCaprio, foram batidos mais 12 recordes de artistas como Charles Ray, Paul McCarthy ou Barbara Kruger. A fotografia de uma paisagem do artista Andreas Gursky, “Rhein II”, arrematada por 4,3 milhões de dólares (3,1 milhões de euros), foi a fotografia mais cara do leilão.

 

“As pessoas preferem ter arte a ouro ou dinheiro vivo”, disse à "Bloomberg" o coleccionador Eli Broad à saída do leilão, depois de ter gasto milhões em obras de artistas como Takashi Murakami e Kara Walker. Ideia partilhada por Mark Vanmoerkerke, um coleccionador belga. “As pessoas já não querem saber dos produtos financeiros. Existem muitas dúvidas. Isto [obras de arte] leva-se para casa.” 

 

Depois do leilão de arte impressionista e moderna que aconteceu na semana passada – e cujos resultados ficaram aquém das expectativas –, a Christie’s conseguiu vender 90% dos 91 lotes que levou à praça, contra os 62% da semana passada, totalizando cerca de 179 milhões de euros, um valor acima da estimativa mais baixa (164 milhões de euros). 

 

 

Rothko e Bourgeois

Outras das grandes estrelas do leilão foram um óleo, “White Cloud”, de Mark Rothko vendido por 18,6 milhões de dólares (13,4 milhões de euros) e uma escultura em bronze com a figura de uma aranha de Louise Bourgeois arrematada por 10,7 milhões de dólares (7.7 milhões de euros), um recorde para a artista.

 

Esta obra de arte é tão grande que teve de ser exposta na rua. O famoso retrato de Elizabeth Taylor, pintado por Andy Warhol, “Silver Liz”, foi leiloado por 16,3 milhões de dólares (11,8 milhões de euros). Uma escultura de Paul McCarthy de 1994, “Tomato Head”, levada à praça por 800 mil dólares (580 mil euros) foi vendida por 3,3 milhões de dólares (2,3 milhões de euros), estabelecendo um novo recorde para o artista. Esta quarta-feira é a vez da leiloeira rival, a Sotheby’s, realizar o seu leilão de arte contemporânea.

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