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Livro reúne imagens e entrevistas com designers de onze estúdios. DR

Livro utiliza diferentes tipos de papel. DR

André Santos frequenta o mestrado em Design de Comunicação na ESAD. DR

Design

“Cá se fazem…” designers portugueses

"Numa altura em que vivemos a epidemia a que chamamos crise, qual o estado do Design em Portugal?", questiona André Santos

Texto de João Nogueira Dias • 25/12/2012 - 14:41

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“Get up, Folks!” foi o nome escolhido por André Santos para um estúdio de design fictício, criado no âmbito de um trabalho académico. Porém, como forma de o tornar mais verosímil, surgiu a ideia de lhe juntar, num livro, dez estúdios bem reais.

 

Assim nasceu o “Cá se fazem… (cá se pagam?)”, uma publicação que apresenta ateliers/designers portugueses contemporâneos, dez estúdios que são apresentados por André Santos "numa altura em que vivemos a epidemia a que chamamos crise".

 

"Qual o estado do Design em Portugal?", questiona o estudante do 2.º ano do Mestrado em Design de Comunicação, na ESAD. "Estará ele (também) em crise? Esterá ele de tanga? Ou será esta uma excelente altura para cada uma das mentes criativas que povoam este lugar à beira-mar plantado se fazerem ouvir?"

 

Ele conseguiu fazer-se ouvir. O único exemplar da publicação foi colocado online e os pedidos começaram a surgir.  não teve outro remédio, senão publicar 100 exemplares do seu trabalho.

 

“Tanto dos estúdios, como de outras pessoas da área, a recepção foi muito boa”, explicou ao P3 André Santos, que de uma assentada juntou os projectos "desdobráveis" And Atelier, Bolos Quentes, Get up, Folks!, GSA Design, Hey Cecilia, Inês Nepomuceno, João Jesus, The Royal Studio, Sérgio Alves, Slang e Vivó Eusébio.

 

O sucesso deste trabalho acabou por alterar a sua configuração: de dez estúdios reais e um fictício, o livro passou para onze reais, uma vez que o “Get up, Folks!” saltou do papel para a realidade.

 

"Este é, também, o tempo do low e do self", escreve André Santos num pequeno editorial. Do "low cost", do "low budget", do "self-publishing".

 

Entre as influências, o designer destaca a Pli, uma revista da ESAD. “Agrada-me a utilização de diferentes tipos de papel na mesma revista. A Pli foi uma influência, na concepção gráfica do meu trabalho”, explica.

 

Fanzine de ouro

O sucesso de “Cá se fazem…” levou o designer a lançar um novo projecto. Será sob a forma de fanzine e terá, como mote, o provérbio “nem tudo o que reluz é ouro”.

 

“Convidei alguns designers e realizarem trabalhos sobre este tema. O objectivo é criar um objecto de luxo, com duas cores (preto e dourado) e com algum critério na escolha dos materiais, entre os quais se poderá encontrar fio de ouro”, garante André Santos.

 

O autor do projecto considera o tema versátil para que os colaboradores possam fazer “abordagens críticas, literárias ou poéticas”.

 

Lentamente em Portugal

André Santos considera que o design português atravessa um bom momento, apesar de existirem aspectos a melhorar. “Lentamente, o nosso trabalho começa a ser mais reconhecido. Em vários eventos é possível encontrar trabalho de qualidade, nas diversas áreas do design”, afirma.

 

Segundo este designer, a sua geração deverá procurar criar projectos que dinamizem a área, bem como tentar produzir trabalhos “não só para o circuito fechado dos designers, mas para o público”.

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