Uma pistola de água que é um chafariz humano

autoria Ana Rita Carvalho

// data 06/07/2017 - 09:36

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Imagina tubos, serras, lixas e berbequins. Imagina que cortas os tubos e os unes com fita cola. Agora imagina uma tampa que tens de furar com o berbequim. Enquanto uns cortam, outros furam. Agora junta todas as partes. Eis a tua “pistola de água”. Imagina agora uma fonte humana, um chafariz improvisado. Um conjunto de pessoas, as suas novas e originais pistolas de água e o jardim de um castelo como cenário: a fonte humana. Foi desta forma que o workshop dos Put Put se desenvolveu no Castelo de Abrantes, durante o 180 Creative Camp. Os Put Put são uma dupla constituída em 2011 por Stephen Friedly e Ulrik Martin Larsen, baseado em Copenhaga, que trabalha nas mais diversas áreas (como o P3 mostrou em 2012): fotografia, escultura, design e instalação. Entre o profissionalismo e o sarcasmo, o permanente e o efémero, fazem de tudo um pouco, mas sempre de forma original. França, Bélgica, Holanda, Suiça, Estados Unidos, Escócia, Alemanha: já estiveram um pouco por todo o lado, mas estream-se agora em Portugal. “O facto de estarmos aqui é uma grande confirmação do nosso projecto”, disse Ulrik, em conversa com o P3. “Começamos com o objectivo de ter oportunidades de viajar, de mostrar o nosso trabalho das mais variadas formas e partilhar as nossas ideias”, acrescentou. Os projectos que desenvolvem têm sempre um “estilo humorístico”, “uma diferente forma de jogar com o que não é considerado usual ou artístico”. O objectivo dos Put Put é pensar fora da caixa, fazer coisas diferentes, de maneiras diferentes, fazer as pessoas “olhar duas vezes e de várias perspectivas” — “Não é sobre o que as coisas são, mas naquilo em que se podem tornar”. O trabalho Popsicles é um bom exemplo disso. A obra efémera, desenvolvida em Abrantes, terá como título “Human Fountain” ou “Living Fountain”. Mas a dupla não pára e tem “diversos projectos em mente”: um deles, que será desenvolvido na Dinamarca, pretende juntar pessoas que trabalhem com diferentes materiais, como vidro, pano ou metal, e juntar cada peça numa única escultura.

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