Soul Car Collective, porque os clássicos merecem viver

autoria P3

// data 11/07/2017 - 12:06

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Uma Volkswagen pão-de-forma com erva pelas jantes. Um Citroen 2cv a fitar o horizonte ou um DS estendido ao sol na praia. Uma Renault 4L — duas Renautl 4L, três Renault 4L... — simplesmente estacionada. E um Mercedes — o tal Mercedes — a posar para a fotografia. E minis e carochas e uma série de carros com cores e formas — sim, os carros já tiveram cores e formas — como se tivessem encontrado a saída da rotunda do Trafic, de Jacques Tati. "Todos temos gosto pelos clássicos", confessou ao P3 Célia Matos, que chegou a ser deixada na escola pelo pai que conduzia uma carrinha Vauxhall. "Tinha alguma vergonha", sorri. Hoje, a assistente social de 45 anos adoraria recuperá-la. Foi por essas e por outras que surgiu o Soul Car Collective, um grupo de IGers do qual @ccbmatos faz parte (mais @diogolage, @rodrymendonca, @lemleite, @martasagoncalves, @zeosor, @joaolc e @luislobao) e que funciona como um clube de carros clássicos. Aos domingos e às terças-feiras as fotos publicadas na conta são deles. Às quintas destacam fotos #soulcarcollective — e ainda têm a rubrica car quiz. Em Los Angeles, onde Célia está há sensivelmente 20 anos, "há clássicos estacionados em cada esquina". Por cá, podem até estar "enferrujados e maltratados", mas "todos têm uma história". Todos merecem viver. Cália não conduz — a carta de condução não quer nada com ela —, mas é apaixonada pelos "monstros de metal" e pelo seu design retro. A conta @soul_car_collective já tem 334 clássicos e no futuro gostaria de ter outras tantas histórias (dos fotografados ou das fotografias). "Vamos deixar rolar". Se vires por aí um clássico não o deixes abandonado. Fotografa-o.

Eu acho que