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Festival Internacional de Arte de Teletexto

Grafismo

O Teletexto não serve só para ver a chave do Totobola

O Festival Internacional de Arte de Teletexto, em Helsínquia, só não permite pornografia e marcas publicitárias

Texto de Luís Octávio Costa • 03/02/2012 - 22:59

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Teletexto é um serviço informativo televisivo, é um sistema que permite codificar informação e é transmitido no intervalo vertical em branco entre os frames do sinal do canal. Para o caso, o que nos interessa no Teletexto (mais informações técnicas na Wikipédia mais próxima de ti) é o seu grafismo singular.

 

É uma espécie de antecessor da Internet — e tão fiável que durante os atentados de 11 de Setembro chegou a ser uma alternativa ao habituais sites de informação, bloqueados por excesso de tráfego. E há quem olhe para os seus quadrados coloridos e rudimentares como uma forma de arte.

 

Essa é precisamente a missão do Festival Internacional de Arte de Teletexto, de Helsínquia, cujo resultado, algo muito semelhante a um jogo de Spectrum, será exibido durante um mês (de 8 de Março a 8 de Abril) nas páginas de Teletexto da cadeia televisiva finlandesa YLE.

 

“Temos um orçamento de zero euros”, refere a página do evento que promete proteger os direitos de autor de cada obra a concurso. Até ao próximo dia 10 os artistas poderão enviar animações com um conteúdo máximo de 24 páginas. Aviso: sem pornografia (neste evento não estará nenhum destes exemplos), marcas publicitárias ou copyright.

 

Esta não é a primeira vez que alguém tenta reanimar um sistema gráfico que parece morto e enterrado nas nossas televisões. Em 2006, o colectivo Lektrolab lançou um desafio semelhante no festival de Cinema de Roterdão, convidando os artistas a disseminar informação à moda antiga.

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