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Inscrições decorrem até ao dia 18 de Fevereiro

Inscrições decorrem até ao dia 18 de Fevereiro Tsahi Levent-Levi/ Flickr

Trienal de Arquitectura de Lisboa

Trienal de Arquitectura

Ideias anti-crise valem bolsas entre 500 e 2500 euros

Bolsas Crisis Buster, atribuídas pela Trienal de Arquitectura de Lisboa, premeiam ideias inovadoras, úteis e “low cost” que possam ser implementadas em Lisboa

Texto de Mariana Correia Pinto • 04/02/2013 - 10:20

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Projectos cívicos e sociais, ideias “low cost”, inovadoras e úteis. A Trienal de Arquitectura de Lisboa quer pôr os cidadãos a fazer mais pela capital e promete contribuir para isso com bolsas que variam entre os 500 e os 2500 euros.

 

O programa Crisis Buster é aberto a todos – “de designers a cientistas, sociólogos, autores e economistas”, exemplifica a curadora da Trienal de Arquitectura, Beatrice Galilee – e aceita ideias centradas em questões cívicas na Grande Lisboa e que estejam directamente relacionadas com a crise.

 

Em todas as conversas sobre novos projectos, Beatrice Galilee esbarrava na palavra crise “como uma desculpa ou explicação” para não avançar. Foi por isso que o Crisis Buster acabou por surgir assim, com os efeitos da austeridade como pano de fundo: “Senti que tínhamos mesmo de abordar a questão da crise, mas não de uma forma trágica ou simpática, de uma forma que provocasse acção, produtividade e dinamismo”, contou ao P3 numa entrevista por email.

 

A curadora britânica justifica a aposta da Trienal de Arquitectura neste programa com a convicção de que os arquitectos podem ter um papel importante na sociedade em tempo de crise. "Acho que seria quase irresponsável que a Trienal de Aqruitectura não perguntasse a si mesma - o que podem a Arquitectura e os arquitectos fazer pela sociedade numa crise? Ou mesmo, o que é a Arquitectura em tempos de crise?”

 

"Alternativa aos concursos"

Este programa de bolsas, que atribuirá um máximo de 15 ajudas, quer ser uma “alternativa aos concursos de arquitectura convencional, onde muitos concorrem e só um ganha” e apoiar “projectos cívicos e sociais de longo prazo para Lisboa”, pode ler-se no site da iniciativa. “Queremos ajudar a reparar espaços cívicos, impulsionar pequenos projectos públicos, fornecer financiamento para novos eventos culturais, espaços e ideias empreendedoras.”

 

Por outras palavras: “Se alguma coisa no seu bairro foi danificado ou dilapidado ou algum tipo de défice cívico foi criado pela crise e sente que você e os seus amigos têm uma ideia ou estratégia para o resolver, diga-nos”, simplifica a curadora, baseada em Londres. 

 

As inscrições para o programa de bolsas, que conta com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, decorrem até ao dia 18 de Fevereiro. As expectativas são simples: “Espero que surjam ideias lúdicas, algumas profundas, outras belas. Todas úteis. Gostava de ver algumas ideias de longa duração, que fossem capazes de se auto-sustentar no futuro”, disse, confessando ainda que gostava de ver o programa implementado noutras cidades. 

 

Os projectos vencedores devem estar finalizados entre 12 de Setembro e 15 de Dezembro de 2013, período em que decorre a 3.ª edição da Trienal de Arquitectura de Lisboa.

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