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Mesa Onefive, desenhado por Eduardo Souto de Moura <b>DR</b>

Mesa Onefive, desenhado por Eduardo Souto de Moura DR

Cadeira C2, de Álvaro Siza Vieira <b>DR</b>

Cadeira C2, de Álvaro Siza Vieira DR

Joalheiro BOX, desenhada por Bernardo Távora <b>DR</b>

Joalheiro BOX, desenhada por Bernardo Távora DR

Paulo Maia salienta que Portugal tem uma grande tradição no mundo da arquitectura DR

Arquitectos:

Álvaro Siza Vieira

Camilo Rebelo

Carlos Ferrater

Eduardo Souto de Moura

Fernando Barroso

Fernando Távora

Francisco Mangado

Januário Godinho

João Álvaro Rocha

João Mendes Ribeiro

José Bernardo Távora

Niko Kralj

Nuno Brandão Costa

Ramon Sanabria

Virgínio Moutinho

China

Desenho Ibérico: Mobiliário desenhado pelas mãos de arquitectos

Empresa vai expor peças suas desenhadas por arquitectos como Eduardo Souto de Moura, Álvaro Siza Vieira e Carlos Ferrater na maior feira internacional de design mobiliário, na China

Texto de Tânia Monteiro • 30/08/2012 - 10:00

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Criada para satisfazer as necessidades ao nível do mobiliário e de soluções construtivas, a Desenho Ibérico vai estar presente na 18.ª China International Furniture Expo, a maior feira de design mobiliário do mundo. O objectivo é apresentar a combinação entre o design português e o design espanhol, e entre a tradição e o moderno, patente nas peças da empresa criadas por arquitectos como Souto de Moura ou Francisco Mangado.

 

E foi com Francisco Mangado que se começou a desenhar a empresa, em 2008. "A Desenho Ibérico surgiu a propósito da Expo Saragoça", conta Paulo Maia, arquitecto e porta-voz da empresa. "Francisco Mangado desenhou o pavilhão de Espanha e desenhou, também, uma série de peças de merchandising e sentiu aquela necessidade de tornar este conceito mais comercial", explica o responsável ao P3.

 

Com frequência, os arquitectos criam soluções que são utilizadas apenas uma vez, numa obra, ou que nem sequer saem do papel. Assim, a Desenho Ibérico nasceu pelas mãos de arquitectos portugueses e espanhóis, propondo-se a produzir e comercializar esse mobiliário de autor e, também, soluções construtivas, como madeiras, iluminação e fibras. E como "Portugal tem uma tradição de arquitectura bastante grande e tem alguns nomes de referência e dois Pritzkers", acrescenta Paulo Maia, "fazia sentido que houvesse uma projecção desses nomes e de outros que vão surgindo".

 

Hoje, a empresa tem, por exemplo, uma mesa com os traços de Eduardo Souto de Moura, uma cadeira idealizada por Álvaro Siza Vieira, um porta-rolos desenhado por João Álvaro Rocha e uma Joalheiro BOX feita com as linhas de Bernardo Távora.

 

De entre os arquitectos que emprestam a criatividade à Desenho Ibérico, o profissional com quem Paulo Maia tem mais prazer em trabalhar é Souto de Moura. "Gosto da simplicidade do seu discurso, da forma como organiza as ideias, da frontalidade com que as comunica", revela o responsável. "É uma pessoa extremamente acessível e com quem se consegue discutir ideias de uma forma inteligente e interessante", conclui.

 

A combinação do tradicional e do moderno no design ibérico

E numa empresa que reúne o design português e o design espanhol, também a tradição e a inovação são combinadas. Com a investigação a ser uma das suas vertentes, a Desenho Ibérico está, actualmente, a trabalhar no campo dos plásticos e das fibras para criar peças com mais durabilidade. "É um processo mais elaborado que exige alta tecnologia", afirma Paulo Maia.

 

Mas essa tecnologia também é aplicada ao tradicional. "Portugal tem uma tradição nas madeiras e no desenho de mobiliário. A maior parte das nossas peças desenvolve-se a partir do princípio de tentar trabalhar madeiras novas, através da utilização de técnicas de construção antigas que estão a cair em desuso e, ao mesmo tempo, aliadas às novas tecnologias".

 

Lamentando o facto de as escolas de design em Portugal não apostarem no ensino de técnicas de construção antigas, Paulo Maia acredita que estas estão a desaparecer das páginas da história portuguesa. Por isso, admite que a relação entre o tradicional e o moderno nem sempre é simples. "Hoje, os bons profissionais que trabalham as madeiras de uma forma tradicional são raros", afirma, acrescentando, no entanto, que "alguns dos arquitectos com os quais trabalhamos têm um conhecimento bastante elevado e acabam por saber muito bem estes processos de fabrico".

 

O tradicional e o novo estão separados por gerações e essa diferença está patente nas peças da Desenho Ibérico, com os "arquitectos mais antigos a produzirem peças com técnicas mais ancestrais, e com os mais recentes a utilizar mais a tecnologia actual", refere Paulo Maia.

 

Desenho Ibérico na Furniture China 2012

O desenho português, o desenho espanhol, o tradicional e o moderno vão caber numa mala e viajar com a Desenho Ibérico até à China, para se apresentar na 18ª China International Furniture Expo, em Xangai.

 

Esta é uma viagem de descoberta, não só para os asiáticos, que ficam a conhecer o design dos aquitectos da Península Ibérica, mas também para a Desenho Ibérico. "Para já, a única coisa que sabemos é que é a maior feira do mundo e que existe, por parte dos coreanos e dos japoneses, um interesse grande por aquilo que se faz em Portugal em termos de arquitectura", revela Paulo Maia.

 

A 18ª edição da China Internacional Furniture Expo realiza-se entre os dias 11 e 15 de Setembro, e o porta-voz da empresa confessa que a Desenho Ibérico vai aproveitar o facto do prémio Pritzker 2012, e sucessor de Eduardo Souto Moura, ser o chinês Wang Shu. "Mas, no fundo, não temos expectativas", remata.

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