A tela barroca (e psicadélica) do gabinete de Zaha Hadid

autoria P3

// data 18/09/2017 - 17:37

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A tela não esteve em branco. Era um palácio barroco do século XVIII, com uma fachada de 170 metros, em Karlsruhe, a segunda maior cidade do sudoeste da Alemanha, a 15 quilómetros da fronteira francesa. Os artistas, uma equipa de investigadores de design computacional do gabinete de Zaha Hadid (ZHA), trabalharam com luz calibrada que reagia aos elementos arquitectónicos do castelo — uma forma de mostrar o papel da inteligência artificial e das ferramentas digitais na análise e planeamento dos projectos do atelier da arquitecta, desaparecida em Março do ano passado. Para o espectáculo Behaviour Morphe, que teve lugar durante a terceira edição do festival de mapeamento de vídeo Schlosslichtspiele, o gabinete colaborou com os artistas digitais Andy Lomas e Mubbasir Kapadia e com o músico Max Cooper. Recorrendo às mais recentes ferramentas de simulação espacial digital, a projecção revelava o interior do palácio como um laboratório digital de simulação do comportamento humano. “A dinâmica dos espaços é definida através do uso de dados em tempo real que interpretam a interacção dos actores virtuais. Esses espaços são então explorados com um sistema de crescimento interactivo que imita o processo evolutivo da natureza, demonstrando o potencial das simulações metamórficas e da morfogenética digital”, explicou Patrik Schumacher, do ZHA, segundo o ArchDaily.

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