RCR: um Pritzker para uma arquitectura local e universal

autoria Sérgio C. Andrade

// data 02/03/2017 - 18:07

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É a segunda vez que o prémio distingue a arquitectura de Espanha, depois da obra de Rafael Moneo, em 1996: Carme Pigem (n. 1962), o seu marido Ramón Vilalta (n. 1960) e Rafael Aranda (n. 1961) são os três sócios do RCR Arquitectos, o atelier com sede na cidade de Olot, perto de Girona, na Catalunha, que esta quarta-feira foi distinguido com o Pritzker de Arquitectura 2017, o mais importante prémio mundial desta disciplina. O anúncio foi feito por Tom Pritzker, o presidente da Fundação Hyatt (Estados Unidos), que justificou a decisão por se tratar de uma arquitectura que “demonstra um forte compromisso com o lugar e a sua história”, e que “cria espaços em permanente diálogo com o seu contexto”. Na lista de obras que justificam esta avaliação e a distinção com o Pritzker estão a pista de atletismo Tussols-Basil, na própria cidade de Olot, e que foi um dos primeiros projectos do trio de arquitectos, mas também a Adega Bell-Lloc, em Palamós, também na Catalunha (2007), o restaurante Les Cols, de novo em Olot (2011), o Espaço Público Teatro La Lira em Ripoll (em colaboração com J. Puigcorbé, 2011), o Museu [Pierre] Soulages, em Rodez, cidade nos Pirinéus franceses (em colaboração com G. Trégouët, 2014), e, também em França, o centro de arte La Cuisine, em Nègrepelisse (2014). São obras que “partem de um lugar específico para realizar uma arquitectura universalista”, diz o professor, ensaísta e curador Nuno Grande. Fomos ao Instagram, à etiqueta #rcrarquitectes, conhecê-las.

 

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