Arquitectura

Estudantes Erasmus da FAUP ganham concurso de ideias para reconstrução da Síria

Concurso de ideias desafiava estudantes e jovens arquitectos a apresentar uma proposta de investigação para novos conceitos de habitação para a Síria do pós-guerra

Texto de P3 • 28/07/2016 - 16:07

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Giulia Gorgo, Alfredo De Luca, Elena Guidetti e Marta Gayoso. Três italianos e uma espanhola, estudantes de Erasmus na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (FAUP), venceram o concurso de ideias que desafiava estudantes e jovens arquitectos a apresentar uma proposta de investigação para novos conceitos de habitação para a Síria do pós-guerra.

 

O "Syria: Post-War Housing", concurso criado pela plataforma de arquitectura matterbetter, recebeu ao todo 245 propostas. Os quatro estudantes, que frequentaram o 4º ano do Mestrado Integrado em Arquitectura da FAUP neste ano lectivo, apresentaram um projecto denominado "Endless Future Project", centrando o estudo na cidade de Alepo.

 

O júri considerou a proposta "admirável" pela "profundidade da análise das tipologias habitacionais" sírias na actualidade. Além disso, foram elogiados o estudo profundo dos materiais de construção propostos e dos sistemas de ventilação natural e também a reflexão sobre a transição entre o padrão urbano islâmico e as construções mais recentes.

 

No segundo lugar do concurso ficou a proposta "Spring From Debris", apresentada por Laura Serrano Romero, Marina Sánchez Guzmán, Martti Antonio Oliva Koskela e Emin Bekmezci (Espanha e Turquia), e no terceiro posto, com "Back Home. Shards of Memories", surgem Valerio Croci, Vincenzo Demasi, Fabrizio Esposito, Roberta D'Agrosa e Costanza Galli (Itália).

 

Entre o júri estavam nomes como Urko Sanchez, Dick van Gameren, Felix Madrazo, Riccardo Luca Conti, Laurens Bekemans, Rune Asholt, Cristina Cassandra Murphy e Daria Polozkova.

 

A guerra na Síria, que dura desde 2011 e originou a maior crise de refugiados depois da II Guerra Mundial, tornou-se uma teia complexa que implica vários actores locais, regionais e internacionais. Morreram até agora 280 mil pessoas e vários milhões foram obrigados a deixar o país.

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