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FloatWing: uma casa flutuante e auto-sustentável no Alqueva

autoria José Campos

// data 20/10/2015 - 11:48

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As águas calmas do Alqueva, no Alentejo, estão a servir para testar um novo alojamento turístico: uma casa flutuante, autónoma e auto-sustentável, que permite "fugir" do rebuliço diário, em comunhão com a natureza. Em pleno lago, nas imediações da Amieira Marina, no concelho de Portel (distrito de Évora), os turistas podem alugar esta espécie de "ilha flutuante" e desfrutar do conforto próprio de uma casa. No interior, uma sala, com sofá-cama e na qual nem falta uma salamandra para aquecer os dias mais frios, cozinha com electrodomésticos, quarto de casal e casa de banho. Na cobertura exterior, há um terraço, para apreciar a paisagem ou apanhar sol. O projecto, intitulado FloatWing, é da responsabilidade de um consórcio nacional que integra o ITeCons - Instituto de Investigação e Desenvolvimento Tecnológico em Ciências da Construção, a Constálica, a Amorim Isolamentos e a Friday, uma "spin-off" da Universidade de Coimbra. O protótipo e o conceito deste produto, que os promotores dizem ser "inovador" no país, estão a ser validados no Alqueva, em colaboração com a Amieira Marina, que começou, este fim-de-semana, a alugar a casa flutuante a turistas por "períodos mínimos de dois dias", avançou, à agência Lusa, Eduardo Lucas, administrador da Amieira Marina. A tarifa promocional em vigor é de cerca de 150 euros/noite. Concebida por módulos pré-fabricados, a casa flutuante pode ir dos 16 aos 20 metros de comprimento, por seis de largura. Começa num T1, mas pode evoluir para mais divisões. A que está em testes, possui 100m2. E, apesar de flutuar no espelho de água, é autónoma e auto-sustentável. "Esta casa é interessante no Verão, tal como no Inverno, porque tem todo o conforto a bordo. Possui painéis solares térmicos e painéis solares fotovoltaicos, ou seja, assegura a sua própria produção de energia", explica o responsável. O tecto permite o arrefecimento do interior e o pavimento radiante possibilita o aquecimento. O alojamento incorpora também técnicas de tratamento da água de abastecimento e de águas residuais. A motorização é uma valência inovadora desta casa, capaz de "navegar" a uma velocidade de cerca de cinco quilómetros/hora. Em alugueres mais longos, a Amieira Marina admite mesmo deslocá-la para outro ponto da albufeira. Na fase comercial, depois de validado e aperfeiçoado o protótipo, a casa flutuante vai poder ser comprada, adaptada ao gostos dos interessados e pronta para "habitar" qualquer lago ou albufeira. "Alguém que adquira esta casa pode andar 10 ou 20 anos sempre a mudar de local na albufeira. E isto é algo que não se consegue com uma casa de betão, fixa". Lusa

 

Artigo alterado às 16h06 de 21 de Outubro. 

Foram corrigidas as entidades responsáveis pelo desenvolvimento do projecto.

Eu acho que