Quarta, 16 Mai 2012 • 23h34
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Texto de Daniel Cerejo • 03/01/2012 - 11:41
Brasil, Chile, EUA, Canadá e por aí fora. Bastaram apenas algumas imagens da MIMA House na Internet para que de todos estes países, e de mais alguns, começassem a chover pedidos de encomenda das casas pré-fabricadas criadas pelos arquitectos Mário Sousa e Marta Brandão, 27 e 26 anos, respectivamente.
Ambos portugueses e a trabalhar a partir da Suíça, é em Viana do Castelo que têm o escritório, a MIMA Architects. Também é no Norte do país que a MIMA House é produzida, o que explica que “já seria possível exportar casas para Espanha, França, países mais próximos”, mas o facto de a maioria dos pedidos serem intercontinentais leva a que esteja a ser negociada a cooperação com fábricas no estrangeiro.
“A distribuição na Europa é fácil, porque a casa já está preparada para ser transportada em camiões”, conta Mário Sousa ao P3, mas a logística para outros países é mais complexa e a “preços absurdos”. Porém, toda esta cobiça significa que o produto criado pelos portugueses tem mercado.
Explicação para isso? Talvez pelo facto de se tratar de uma casa capaz de ser produzida num mês – ainda que, com o excedente de pedidos, os arquitectos prefiram dizer aos clientes que o tempo de produção é de dois meses –, disponível a um preço base de 43 700 euros, quase o mesmo do que “um Audi familiar”, diz Mário.
O cliente é que sabe
Na verdade, o que pode fazer este preço variar é a fruição, por parte do comprador, de outro dos atractivos da MIMA House: a possibilidade de personalizar a casa. Existem dois modelos de pré-fabricados: o MIMA studio, de 18 metros quadrados, e o MIMA loft, de 36 metros quadrados (o mais comum). A partir daqui, o cliente pode escolher “materiais diferentes, acabamentos de cozinha ou louças sanitárias diferentes”, explica Marta Brandão.
Algo que também não está incluído no orçamento é o transporte da casa para o terreno escolhido pelo cliente. Importa salientar que tudo isto é decidido muito antes de o pré-fabricado “pousar” no seu último destino. No site da MIMA House, criado pelo terceiro elemento da equipa, Miguel Matos, engenheiro informático, o cliente pode criar e personalizar a sua casa em 3D, e localizá-la no terreno, através do Google Maps.
No fim do processo, a informação chega aos arquitectos, que criam a maquete correspondente e a enviam ao cliente, para que este decida se pretende construir a sua casa, ou não.
A MIMA é composta, sobretudo, por materiais em madeira maciça e por janelas de vidro duplo. No interior da casa existem calhas metálicas, que permitem colocar ou retirar paredes amovíveis, adicionando ou subtraindo divisões à casa, ou oferecendo-lhe um carácter de “open space”. Sobre as janelas ou sobre as paredes podem ser colocados (e trocados) painéis coloridos, na mesma lógica de personalização.
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Susana Freitas (não registado)
18/01/2012 - 13:53
Para mim a loftcube é uma replica da Wayback Machine 1971: The Venturo Prefab. A MimaHouse parece-me um conceito completamente diferente, o fato de teres a flexibilidade dos paineis na casa pode dar imensas configurações, pelo que entendi. Aliás, o controle da incidência pode ser manipulado pelo posicionamento dos paineis. Desejo muita sorte a estes arquitectos e coragem para enfrentar um pais de frustados.
Rui Oliveira (não registado)
17/01/2012 - 23:13
Logo que vi o projecto, rapidamente me lembrei do projecto LOFT CUBE, porque é exactamente o mesmo. www.loftcube.net/ Quanto à flexibilidade disto simplesmente não existe, é akilo e pronto. Não iria montar paineis para ficar dentro de 1 metro quadrado e dizer que akilo é um espaço de leitura (mas gosto de ver quando dizem que o sistema de calhas permite combinações infinitas, imagine-se). Arquitectura não é isso! Quanto a outras questões nem vou comentar porque nem quero imaginar o calor interior num dia de Verão. Acho que preferia o Audi
Parabens (não registado)
10/01/2012 - 02:09
Parabens aos empreendedores que fizeram este projecto num contexto tão negro e pessimista. Tem sido um gosto perceber que estas casas estão a ser publicadas em todos os grandes sites de arquitectura e design! Apesar de nao ser uma ideia nova o seu desenvolvimento parece ser excelente e de grande qualidade - e isso é que faz toda a diferença. Fico contente por estes jovens conseguirem erger um projecto desta dimensão que está a levar longe o nome deles e do nosso pais!
I.ROCHA (não registado)
08/01/2012 - 23:58
EM RELACAO AO ANONIMO--SE A INVEJA FOSSE TINHA TODA A GENTE ERA TINHOSO-----,NAO FAZ,,,,NAO SABE FAZER,MAS DIZ MAL,FAZ PARTE DO GRUPO DE PORTUGUESES INVEJOSOS,E AINDA ASSIM E COBARDE.--FORCA AMIGOS AVANCEM,SORTE MAS TUDO O QUE PUDEREM FACAM A PARTIR DE PORTUGAL
luis arlindo goncalves (não registado)
07/01/2012 - 04:40
o meu correio e´ goncalvesseguro@cantv.net esto´interesado em ver esas casa e presisamente na proxima semana vo´estar em Viana. agradeco a sua informacao
luis arlindo goncalves (não registado)
07/01/2012 - 04:32
eu gosteria ver esas casas,sei que esta em Viana do Castelo,mais nao tem um telefone nem um correio electronico
Anónimo (não registado)
04/01/2012 - 17:49
Nada de novo, é uma prática corrente no Norte da Europa este tipo de construção! Existem milhares de exemplos pelo mundo fora. E este é apenas mais um.
pcerejo
04/01/2012 - 12:42
Felizmente a visão e criação estiveram de maos dadas num projecto bastante interessante que ajuda nas exportações. Parabens pela concretizção do projecto e pela demonstração de perseverança. Aqui se vê a diferença entre as pessoas que olham para algo de forma positiva e outros de forma negativa. basta explorar o que uma ideia tem de bom para conseguir algum sucesso, daí eliminar ao maximo os aspectos negativos ajudará a elevar a outro nivel. Continuem, reconheçam o que podem melhorar e façam-no.
Anónimo (não registado)
04/01/2012 - 09:32
Tinha a ideia que os arquitectos criavam casas consoante as características únicas de um local? Para colocar um contentor tipo IKEA mais vale contratar o "pato bravo" ou um engenheiro.
Nuno Ramos (não registado)
04/01/2012 - 09:25
E ao mais uma mostra do valor e do empreendorismo dos portugueses. Parabéns Marta e Mario. Bom trabalho!
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