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O modelo de pré-fabricado da MIMA House é inspirado nas casas japonesas

O modelo de pré-fabricado da MIMA House é inspirado nas casas japonesas, daí o seu carácter mutável José Campos

O sistema de calhas permite "um número de combinações quase infinito"

O sistema de calhas permite "um número de combinações quase infinito", diz Mário Sousa José Campos

Além de estéticos, os painéis coloridos permitem gerir o clima da casa

Além de estéticos, os painéis coloridos permitem gerir o clima da casa, ao controlar o nível de luz natural José Campos

Habitação

MIMA é pré-fabricada e é uma casa portuguesa, com certeza

Custa o mesmo que “um Audi familiar”, está pronta em dois meses, e já quase meio mundo quer esta casa “made in Portugal”

Texto de Daniel Cerejo • 03/01/2012 - 11:41

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Brasil, Chile, EUA, Canadá e por aí fora. Bastaram apenas algumas imagens da MIMA House na Internet para que de todos estes países, e de mais alguns, começassem a chover pedidos de encomenda das casas pré-fabricadas criadas pelos arquitectos Mário Sousa e Marta Brandão, 27 e 26 anos, respectivamente.

 

Ambos portugueses e a trabalhar a partir da Suíça, é em Viana do Castelo que têm o escritório, a MIMA Architects. Também é no Norte do país que a MIMA House é produzida, o que explica que “já seria possível exportar casas para Espanha, França, países mais próximos”, mas o facto de a maioria dos pedidos serem intercontinentais leva a que esteja a ser negociada a cooperação com fábricas no estrangeiro.

 

“A distribuição na Europa é fácil, porque a casa já está preparada para ser transportada em camiões”, conta Mário Sousa ao P3, mas a logística para outros países é mais complexa e a “preços absurdos”. Porém, toda esta cobiça significa que o produto criado pelos portugueses tem mercado.

 

Explicação para isso? Talvez pelo facto de se tratar de uma casa capaz de ser produzida num mês – ainda que, com o excedente de pedidos, os arquitectos prefiram dizer aos clientes que o tempo de produção é de dois meses –, disponível a um preço base de 43 700 euros, quase o mesmo do que “um Audi familiar”, diz Mário.

 

O cliente é que sabe

Na verdade, o que pode fazer este preço variar é a fruição, por parte do comprador, de outro dos atractivos da MIMA House: a possibilidade de personalizar a casa. Existem dois modelos de pré-fabricados: o MIMA studio, de 18 metros quadrados, e o MIMA loft, de 36 metros quadrados (o mais comum). A partir daqui, o cliente pode escolher “materiais diferentes, acabamentos de cozinha ou louças sanitárias diferentes”, explica Marta Brandão.

 

Algo que também não está incluído no orçamento é o transporte da casa para o terreno escolhido pelo cliente. Importa salientar que tudo isto é decidido muito antes de o pré-fabricado “pousar” no seu último destino. No site da MIMA House, criado pelo terceiro elemento da equipa, Miguel Matos, engenheiro informático, o cliente pode criar e personalizar a sua casa em 3D, e localizá-la no terreno, através do Google Maps.

 

No fim do processo, a informação chega aos arquitectos, que criam a maquete correspondente e a enviam ao cliente, para que este decida se pretende construir a sua casa, ou não.

 

A MIMA é composta, sobretudo, por materiais em madeira maciça e por janelas de vidro duplo. No interior da casa existem calhas metálicas, que permitem colocar ou retirar paredes amovíveis, adicionando ou subtraindo divisões à casa, ou oferecendo-lhe um carácter de “open space”. Sobre as janelas ou sobre as paredes podem ser colocados (e trocados) painéis coloridos, na mesma lógica de personalização.

Comentários

    Susana Freitas (não registado)

    18/01/2012 - 13:53

    Para mim a loftcube é uma replica da Wayback Machine 1971: The Venturo Prefab. A MimaHouse parece-me um conceito completamente diferente, o fato de teres a flexibilidade dos paineis na casa pode dar imensas configurações, pelo que entendi. Aliás, o controle da incidência pode ser manipulado pelo posicionamento dos paineis. Desejo muita sorte a estes arquitectos e coragem para enfrentar um pais de frustados.

    Rui Oliveira (não registado)

    17/01/2012 - 23:13

    Logo que vi o projecto, rapidamente me lembrei do projecto LOFT CUBE, porque é exactamente o mesmo. www.loftcube.net/ Quanto à flexibilidade disto simplesmente não existe, é akilo e pronto. Não iria montar paineis para ficar dentro de 1 metro quadrado e dizer que akilo é um espaço de leitura (mas gosto de ver quando dizem que o sistema de calhas permite combinações infinitas, imagine-se). Arquitectura não é isso! Quanto a outras questões nem vou comentar porque nem quero imaginar o calor interior num dia de Verão. Acho que preferia o Audi

    Parabens (não registado)

    10/01/2012 - 02:09

    Parabens aos empreendedores que fizeram este projecto num contexto tão negro e pessimista. Tem sido um gosto perceber que estas casas estão a ser publicadas em todos os grandes sites de arquitectura e design! Apesar de nao ser uma ideia nova o seu desenvolvimento parece ser excelente e de grande qualidade - e isso é que faz toda a diferença. Fico contente por estes jovens conseguirem erger um projecto desta dimensão que está a levar longe o nome deles e do nosso pais!

    I.ROCHA (não registado)

    08/01/2012 - 23:58

    EM RELACAO AO ANONIMO--SE A INVEJA FOSSE TINHA TODA A GENTE ERA TINHOSO-----,NAO FAZ,,,,NAO SABE FAZER,MAS DIZ MAL,FAZ PARTE DO GRUPO DE PORTUGUESES INVEJOSOS,E AINDA ASSIM E COBARDE.--FORCA AMIGOS AVANCEM,SORTE MAS TUDO O QUE PUDEREM FACAM A PARTIR DE PORTUGAL

    pcerejo

    04/01/2012 - 12:42

    Felizmente a visão e criação estiveram de maos dadas num projecto bastante interessante que ajuda nas exportações. Parabens pela concretizção do projecto e pela demonstração de perseverança. Aqui se vê a diferença entre as pessoas que olham para algo de forma positiva e outros de forma negativa. basta explorar o que uma ideia tem de bom para conseguir algum sucesso, daí eliminar ao maximo os aspectos negativos ajudará a elevar a outro nivel. Continuem, reconheçam o que podem melhorar e façam-no.

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