Cascais

Casa de Birre vence prémio internacional de arquitectura

A Casa de Birre fica em Cascais e é da autoria do estúdio AMATAM. Projecto para cliente privado foi distinguido pelos World Architecture Awards

Texto de Adriana Neves • 04/03/2015 - 19:39

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Na 18.ª edição dos World Architecture Awards, um projecto do estúdio português AMATAM foi um dos premiados. A equipa responsável pelo projecto revelou-se surpreendida com o reconhecimento: tinham exposto os esboços da casa na plataforma World Architecture Community para divulgar os planos para a Casa de Birre sem saber, no entanto, que poderiam vir a ser reconhecidos pelo fórum internacional.

 

Nem todos os trabalhos que são avaliados pelo júri dos World Architecture Awards têm de estar edificados. O projecto português, por exemplo, ainda não está construído e resultou de um estudo prévio para um cliente privado. Foi idealizado num lote de gaveto na zona de Cascais, com várias moradias e arvoredos circundantes.

 

Por se tratar de uma área muito pequena e existir a intenção de se preservar a privacidade dos potenciais moradores da habitação, o projecto concentrou-se, essencialmente, no espaço interior. Foi aí que se construíram os vários pátios. São tantos que fizeram com que Manuela Tamborino, uma das arquitectas do estúdio AMATAM, o apelidasse de “casa pátio”.

 

O cuidado com as aberturas de luz pretende criar diferentes atmosferas, consoante a posição do sol. Manuela Tamborino adianta que a arquitectura do Brasil, país visitado pela equipa que idealizou a Casa de Birre, serviu de inspiração e fez com que os cobogós fossem aspectos importantes para a casa. "São elementos vazados e dão sombras muito interessantes a quem está dentro da casa."

 

"Funciona como um véu de uma noiva, esconde e controla a luz", explica a arquitecta. Os três pisos assumem funções diferentes. A cave com funções técnicas, o piso de entrada como a zona mais social da casa e o piso superior concentra as áreas mais privadas. As relações visuais entre os diversos pisos permitem que a fronteira interior/exterior atenue. A arquitecta admite que, à primeira vista, a casa possa parecer monolítica mas considera que a abundância de espaços privados e a conexão com o arvoredo interior proporcionam uma relação com o meio envolvente. “Não queríamos que a casa fosse muito exposta para o exterior, daí a concentração para o interior”, de forma também a aproveitar ao máximo o lote, que não era muito grande.

 

O júri do prémio é constituído por arquitectos, críticos académicos, editores de arquitectura, organizações não-governamentais relacionadas e outros peritos. Avaliou 72 projectos e 20 deles foram premiados, entre eles, a Casa de Birre.

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