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Arquitectura

Esta casa modular portuguesa recebeu uma menção honrosa

Dupla de arquitectos do Porto criou um conjunto de habitações pré-fabricadas com mais de 130 combinações possíveis e adaptáveis a qualquer contexto pré-existente

Texto de Ana Maria Henriques • 09/10/2014 - 17:35

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João Araújo Sousa e Joana Correia da Silva desenharam uma série de casas modulares pré-fabricadas e preparadas para transporte rodoviário, em resposta ao desafio do concurso internacional “Marlegno Designing the Future 2014”. O projecto venceu uma menção honrosa na categoria “One-Many” e procura, agora, potenciais investidores.

 

A competição é organizada, anualmente, pela empresa italiana de pré-fabricação em madeira Marlegno e, na edição 2014, pretendiam projectos para casas com 100 metros quadrados, totalmente em madeira (só o revestimento exterior poderia ter outro material). Ao P3, João explica que o objectivo era criar “uma casa baseada num módulo, que pudesse integrar várias soluções de edifício”, transportável e adaptável. João e Joana não foram os únicos portugueses a participar no concurso: o arquitecto Bruno Tavares também submeteu uma proposta e ficou entre os 50 finalistas.

 

A dupla de arquitectos portuenses propôs um conjunto de sete módulos (dois de cozinha, um de sala, dois de quarto e dois de ligação) que, entre si, formam mais de 130 combinações diferentes de habitação. Os módulos são completamente equipados e a configuração pode ser mudada de acordo com as necessidades dos clientes. “Podemos adaptar o edifício ao terreno — por exemplo, afastando os módulos de uma árvore ou de uma pedra”, refere.

 

Módulos empilháveis

A principal novidade, aponta o arquitecto de 34 anos, centra-se nas “variações possíveis em altura”, algo pouco comum na construção modular. João e Joana apresentaram quatro soluções de habitação, com revestimentos em madeira e “em cortiça preta, a partir de sobras de obras” — e que é uma criação dos dois.

 

A inspiração foi a região portuguesa da Beira, por ter “uma paisagem diversa que conjuga a ideia de várias tipologias — zonas de pinhal, oliveiras e floresta”, diz João. No entanto, e apesar de “o modular estar associado a uma casa em madeira rural de fim-de-semana”, os dois arquitectos tiveram a preocupação em pensar uma casa que se pudesse adaptar, também, “a um cenário mais urbano”. Daí que o facto de os módulos serem empilháveis, num máximo de três por edifício, seja relevante.

 

Esta não é a primeira distinção que João e Joana recebem. Em Junho último, a dupla de arquitectos foi premiada com mil dólares (cerca de 788 euros) nos Estados Unidos, pelo desenho de uma estrutura chamada “Flagship”.

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