Orienta-te Redes Sociais

Quarta, 16 Mai 2012 • 23h33

298 utilizadores online

Daniel Mira Pinta sobre coisas triviais, do dia-a-dia, temas de política, a crise, a situação económica e a religião

"Duas Faces", de Rúben

Arte

Daniel Mira, da área comercial à pintura

Durante 13 anos andou pelo mundo corporativo, onde passou pela área comercial e geriu um departamento numa empresa de jactos privados. Afastado das empresas – em consequência de uma grande reestruturação –, Daniel virou-se para a arte

Texto de Rita Araújo • 23/02/2012 - 10:16

Distribuir

Imprimir

//

A A

No final do ano lectivo, Daniel Mira estava a desenhar numa aula, como era seu costume, quando o professor reparou nos seus desenhos e o incentivou a expô-los. “E assim foi descoberto o meu trabalho”, conta o estudante de Psicologia que, agora, vai expor trabalhos numa galeria em Los Angeles. Foi também assim que os desenhos saíram da gaveta para as paredes do ISPA.

 

“Já tinha muitas coisas feitas em casa, em tamanho A3, A4. Tinha muitas coisas na gaveta, mas nunca tinha mostrado a ninguém” A exposição, na galeria do instituto, foi inaugurada em Dezembro de 2011. “Eu não sabia que tinha nível, então nunca tinha pensado em fazer uma exposição”, diz Daniel. “Fiquei empolgadíssimo”.

 

Os temas que passa para o papel são os mais variados. Pinta sobre coisas triviais, do dia-a-dia, temas de política, a crise, a situação económica, a religião, a sexualidade e a própria Psicologia. Criado num ambiente religioso, da igreja Protestante, as regras sempre fizeram parte da vida de Daniel. É um pouco por isso que surge o Rúben, personagem artística criada para estabelecer uma separação com o mundo das regras: “Quando de manhã me visto para ir desenhar ou pintar, sou o Rúben. É um exercício, uso o meu nome do meio”.

 

Da área comercial à arte

Durante 13 anos andou pelo mundo corporativo, onde passou pela área comercial e geriu um departamento numa empresa de jactos privados. Afastado das empresas – em consequência de uma grande reestruturação –, virou-se para a arte.

 

“Olhando para trás consigo perceber a razão por que a arte surge nessa altura, em 2010, estava numa crise pessoal”, diz. Foi a oportunidade para ingressar no ensino superior e frequentar o curso de Psicologia que desde sempre quis fazer.

 

Rúben encontrou no desenho e na pintura um campo onde podia expressar-se sem preocupações com o protocolo, sem regras, sem os códigos a que estava habituado.  “E decidi que a minha arte não tem nada disso, não tem qualquer interesse em proporções, em linhas certas”, explica.

Comentários

    Nattapon (não registado)

    04/03/2012 - 22:10

    a1Por partes!Maider, bfpor que9 te gstuan las pinturas de Daled?bfPor que9 valoras mejor una obra grande que una pequef1a?Ganar dinero no este1 mal: de hecho, es necesario. Lo que este1 mal es la avaricia y el desprecio a quienes te dan de comer. d3scar Tusquets cuenta en que Daled le dijo que habeda hecho unos grabados que no eran gran cosa sf3lo por ganarse un poco de dinero de bolsillo en fin, casi tienen me1s culpa los gilis que se los compraron que e9l mismo. Personalmente, yo quiero ganarme la vida haciendo cosas que merezcan la pena, que no me hagan sentir como si estuviera estafando a alguien.Eva, ante pinturas como La persistencia de la memoria sed siento algo: vacedo. Quize1 alled en las calles de Figueres tenga me1s sentido que en la pantalla de un ordenador lo dudo, pero quize1. Eso sed, tu texto sobre el absurdo callejero es bonito y casi me convences. a1Casi!La obra de Warhol me parece entre broma y estupidez, coge lo que prefieras. Por lo poco que se9 de e9l, Warhol era un avaricioso (Making money is art, and working is art and good business is the best art., Hacer dinero es arte, y trabajar es arte y los buenos negocios son el mejor arte), una especie de vampiro, de ladrf3n de almas jf3venes, un pseudointelectual, un irf3nico incorregible. Pero tambie9n resulta que ayudaba en albergues para los sin techo ay, es tan injusto hablar de personas a las que no conozco. En cualquier caso, no me parece el padre ideal y yo tengo me1s bien tedos: Thoreau, Nietzsche, Epicuro El museo de Van Gogh seguro que es un truf1o, porque e9se no es el sitio de Van Gogh. Por dios, si Van Gogh era un bohemio, un gitano no me lo compares con Daled. Los colores de Van Gogh son maravillosos, como la vida cuando eres ingenuo y optimista

    Anónimo (não registado)

    27/02/2012 - 16:18

    O problema é que este senhor foi um desastre em termos de todas as suas profissoes anteriores..uma pessoa sem ética, sem calor humano e um genuino falso. Vamos la ver se consegue 'vender-se' na arte...embora olhando para estas pinturas..pintadas na escola primaria (é como parecem), duvido que chegue longe!

Submeter um novo comentário

Eu acho que

Image CAPTCHA
Escreve as letras que aparecem na imagem.

Pub

Já podes ver os vídeos do P3 no Canal 180 canal180.pt

Audio

Um dos destaques da edição de 2012 do Rock in Rio é a Rock Street, uma rua "cenografada" inspirada em Nova Orleães (EUA)

Produto

Câmara foi feita pelo designer Jesper Kouthoofd

Chama-se Knäppa e é a mais recente aposta da IKEA: uma câmara reciclável de 2,3MP, com capacidade para 40 fotos e funciona com duas pilhas AA

O desporto ilustrado, segundo Dan Leydon

Ilustração // Na pequena cidade de Strandhill, na costa Oeste da Irlanda, o surf é mais...