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A frase

“Este prémio distingue a forte marca de inovação e empreendedorismo da Universidade do Porto, que é um porta-aviões da ciência na economia do Norte."
António Almeida Henriques, secretário de Estado

Prémio

Uptec ganha “óscar” europeu para projectos inovadores

Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto venceu prémio RegioStars da Comissão Europeia que distingue projectos inovadores nas políticas públicas de desenvolvimento

Texto de Álvaro Vieira • 01/02/2013 - 10:30

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A satisfação foi proporcional à surpresa: quando, a 9 de Outubro passado, Clara Gonçalves, assessora-executiva do Parque de Ciência e Tecnológia da Universidade do Porto (Uptec), apresentou este projecto ao júri dos RegioStars em Bruxelas, estava longe de imaginar que estaria nesta quinta-feira de volta a Bruxelas, já como representante da candidatura vencedora na categoria Crescimento Inteligente dos prémios que são uma espécie de “óscares” dos projectos na área do desenvolvimento regional financiados pela União Europeia.

 

Em Outubro, Clara Gonçalves já estava muito feliz por ter chegado ali, ao grupo dos seis finalistas — um lote heterogéneo, que reuniu projectos nas áreas da transferência de conhecimento entre universidades e empresas, da gestão de colheitas agrícolas, das políticas locais de acolhimento de clusters empresariais, vindos de Portugal, Espanha, Áustria, Alemanha, Reino Unido e Suécia, “Há concorrentes tão bons”, comentava sem esperança na vitória, apesar de o júri ter então comentado que a escolha seria “difícil”.

 

Os prémios RegioStars foram lançados em 2008 pela Comissão Europeia para destacar boas práticas nas políticas públicas de desenvolvimento regional e projectos inovadores. A candidatura do Uptec a este galardão, na categoria dedicada à ligação das universidades ao tecido empresarial, foi apresentada pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte. Criado em 2007, aberto aos alunos, docentes, investigadores, empresários com uma ideia de negócio ou projecto de elevado potencial tecnológico, o Uptec acolhe hoje 113 empresas, entre elas 97 start-ups e spin-offs, de áreas tão diversas como a Agricultura, Arquitectura, Design, Publicidade, Farmacêutica, Electrónica, Produção de Eventos, Gaming ou Robótica.

 

Funcionalmente, reparte-as por dois tipos de estrutura — incubadoras e centros de inovação empresarial – e distribui-as por quatro pólos: o Tecnológico (Campus da Asprela), o das Indústrias Criativas (Baixa do Porto), o de Biotecnologia (Asprela e Campus do Campo Alegre) e do Mar (que ficará junto do novo Terminal de Cruzeiros em construção no Porto de Leixões). Nos centros de inovação, as empresas estabelecem sinergias com as unidades de investigação ou de interface com os mercados da Universidade do Porto.

 

No total, as empresas do Uptec, desde as mais pequenas às mais consolidadas, geraram mais de 900 empregos e atingiram, em 2011, um volume de facturação de 177 milhões (dos quais 168 milhões tiveram naturalmente origem nos centros de inovação).

 

A aposta é esta, diz Governo

A distinção atribuída ao Uptec já mereceu uma declaração de congratulação por parte do Governo, através do secretário de Estado Adjunto da Economia e do Desenvolvimento Regional, António Almeida Henriques: “Este prémio distingue a forte marca de inovação e empreendedorismo da Universidade do Porto, que é um porta-aviões da ciência na economia do Norte."

 

Os seus resultados falam por si: no número de empresas, empregos e negócios criados.” Almeida Henriques refere ainda que “este reconhecimento da Comissão Europeia demonstra também o potencial dos Programas Operacionais Regionais em Portugal no desenvolvimento da nova economia. Isto é, a sua vocação em investir bem em inovação empresarial e em empreendedorismo tecnológico, numa abordagem territorial”.

 

Responsável pela coordenação do QREN (e, por essa via, também dos Programas Operacionais Regionais, aproveita para prometer que esta aposta será regorçada e generalizada na gestão do Novo QREN, que vigorará a partir de 2014. “A experiência vencedora [do Uptec] é um caso de sucesso promissor. Precisamos de faróis como estes: que iluminem projectos regionais de desenvolvimento ecnonómico e de emprego, invertendo a lógica da infra-estutura como um fim em si mesmo.”

 

O repórter do PÚBLICO viajou para Bruxelas a convite da Comissão Europeia

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