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Na segunda-feira à tarde cerca de 20 pessoas juntaram-se para reabilitar o espaç

Na segunda-feira à tarde cerca de 20 pessoas juntaram-se para reabilitar o espaço devoluto Nelson Garrido

“É previsível que a autarquia autista que nos governa tente fechar isto”

“É previsível que a autarquia autista que nos governa tente fechar isto”, dizia um dos ocupantes Nelson Garrido

Cultura

Câmara do Porto entaipou antiga biblioteca do Marquês ocupada por cidadãos

Era mais um espaço devoluto da Câmara do Porto ocupado por pessoas que prometiam desenvolver um projecto cultural. A Biblioteca Popular do Marquês reabriu domingo. Esta manhã foi novamente entaipada pela autarquia

Texto de Mariana Correia Pinto • 19/06/2012 - 13:20

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A Câmara Municipal do Porto entaipou esta terça-feira a biblioteca do jardim do Marquês, que tinha sido ocupada por cidadãos no passado domingo. O espaço devoluto estava a ser reabilitado por um grupo de pessoas, que se propunha a desenvolver um projecto cultural, já baptizado de Biblioteca Popular do Marquês.

 

A biblioteca foi reaberta, “aconteça o que acontecer”. A expressão era ontem, segunda-feira, reiterada pelas pessoas que à tarde foram passando pelo jardim do Marquês: significava que, embora se considerasse a “batalha da reabertura ganha (espaço desentaipado e limpo, estantes de livros prontas a serem preenchidas), a convicção partilhada era a de que esta era uma “guerra” que mal começara. Hugo Lopes, um dos cerca de 20 cidadãos que iam pintando mesas e cadeiras para completarem o espaço, resume a intuição popular numa frase: “É previsível que a autarquia autista que nos governa tente fechar isto.”

 

Era o que viria a acontecer ao inicio da manhã desta terça -feira, apesar de ainda ontem, ao final da tarde, o gabinete de comunicação da Câmara Municipal do Porto ter garantido que “desconhece a referida ocupação”. 

 

Esta não foi a primeira vez que cidadãos tomaram conta da biblioteca do Marquês – no Verão de 2008, sessenta anos depois da inauguração, o espaço foi simbolicamente ocupado. Depois disso, a biblioteca foi arrendada temporariamente a uma farmácia da praça, que ali funcionou enquanto se faziam obras nas suas instalações, tendo sido entaipada mal o estabelecimento deixou de precisar do espaço.  

 

Na altura, como agora, reclamava-se aquilo que dizem ser um direito: o usufruto de um espaço público devoluto. Para que não sobrassem dúvidas, na fachada do edifício foi devidamente colado um papel com o “enquadramento legislativo”. “Os bens do domínio público podem ser fruídos por todos mediante condições de acesso e de uso não arbitrárias ou discriminatórias”, prevê o Decreto-Lei nº 280/ 2007.

 

“Se as prioridades camarárias não passam pela reabilitação do património abandonado, tomemos nós a acção de o libertar e tornar um bem comunitário”, lê-se na página do Facebook criada para movimentar pessoas para a causa, e que esta manhã já contava com mais de 400 seguidores.

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