As pessoas intersexuais não têm de ser “remendadas”

autoria P3

// data 27/02/2017 - 17:14

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"Ser intersexual no Uganda é uma maldição". Quem o diz é Julius, o protagonista do vídeo realizado pela Open Society Foundations, que nasceu com características sexuais — genitais e cromossómicas — que não podem ser definidas como masculinas ou femininas, especificamente. Quando nasceu e a sua intersexualidade se verificou, a mãe teve de tomar uma decisão difícil, a de atribuir ao seu filho um género. A criança, Julia, frequentou escolas femininas até ao momento em que, na puberdade, começaram a tornar-se evidentes características masculinas: a voz mudou e ficou mais grave, o pêlo facial tornou-se abundante. As paixões pelas colegas de escola também atormentavam Julia que acabou por mudar de escola — e de guarda-roupa. Julia tornou-se Julius e é hoje activista pelos direitos das pessoas intersexuais. Luta contra o estigma e o assédio de que são vítimas os intersexuais no Uganda e pelo direito a uma vida segura e feliz. Porque é preciso dizer que estas pessoas "não têm de ser remendadas". Segundo a Organização das Nações Unidas, apenas uma em cada 2000 pessoas nasce com traços de intersexualidade.

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