DR
Hospital Equipment - Instalação do colectivo SUPERFLEX

Solidariedade

Um "hospital" para a Síria que é uma obra de arte

O colectivo artístico SUPERFLEX vai vender uma mesa de cirurgia — mas não a vai entregar ao comprador

Texto de Diana Barros • 16/02/2017 - 09:56

Distribuir

Imprimir

//

A A

O colectivo artístico SUPERFLEX responde à velha questão sobre a arte e a sua utilidade. Os dinamarqueses vão expor uma mesa de operações, mesa de instrumentos cirúrgicos e uma lâmpada móvel. A exposição vai decorrer de 16 de Fevereiro a 18 de Março, na Galerie von Bartha na Suíça. No final, a obra vai ser vendida — mas o comprador não vai receber o equipamento hospitalar.

 

A obra de arte vai directamente para a Síria, onde vai ser utilizada como objecto funcional no hospital de Salamieh. O material que compõe a exposição foi escolhido depois de o grupo ter discutido com responsáveis de Salamieh quais as necessidades do hospital. Pacientes reais vão ser assistidos com o material que durante o período de exposição compôs o cenário cirúrgico exposto na Galerie von Bartha.

 

O que fica para o comprador? A fotografia da instalação e um certificado de autenticidade. O objectivo é criar um "acto de troca" que desafie não só a forma como se pratica arte contemporânea, mas também o conceito de coleccionador. Para os SUPERFLEX as suas instalações são ferramentas, "um modelo ou proposta que pode ser activamente usado", mas que também é arte.

 

A exposição na Suíça surge no contexto da série Hospital Equipment. Um projecto que questiona as reacções dissonantes perante campanhas humanitárias de angariação de fundos para conflitos de guerra. Explicam que "ao encenar uma situação de vida ou de morte dentro de uma galeria, o público vê-se na posição de voyeur de um conflito fatal de guerra e perda."

 

O grupo, composto por Jakob Fenger, Rasmus Nielsen e Bjørnstjerne Christiansen já tinha desde Março do ano passado uma "obra de arte" no hospital Al-Shifa em Gaza. O material enviado é avaliado em 90 mil dólares, cerca de 85 mil euros.

Voltar ao topo

|

Corrige
Eu acho que