O destino daqueles a quem a Europa fechou a porta

autoria Ana Marques Maia

// data 07/02/2017 - 19:07

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O fotojornalista português Paulo Nunes dos Santos passou uma semana em Belgrado na companhia dos mais de mil migrantes que se encontram retidos, há meses, na Sérvia, devido ao encerramento da "Rota dos Balcãs". As temperaturas negativas, a sobrelotação, a falta de condições sanitárias e a escassez de alimento fazem parte do quotidiano dos residentes dos três armazéns "de condições deploráveis", segundo descrição do fotógrafo que o P3 entrevistou. "As pessoas acendem fogueiras para se aquecerem, não existe outro modo, e para isso recorrem aos barrotes velhos da linha de comboio que existem nas proximidades. Esta madeira foi embebida em óleos e químicos para prevenir deterioração e quando é queimada liberta um fumo tóxico que arde nos olhos e se sente nos pulmões; as partículas no ar são visíveis a olho nu e o som de tosse é uma constante." A entrevista com o fotógrafo do colectivo CAPTA pode ser lida integralmente aqui.

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