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João Craveiro tem um interesse amador em transportes públicos

João Craveiro tem um interesse amador em transportes públicos; e faz investigação científica sobre algo que não tem nada a ver

Excerto

"É de crer que os habitantes de zonas às quais o metropolitano anda prometido há anos não se importassem nada de terem o prometido meio de transporte, mesmo que sem museu incluído"

João Gaspar

Metro de Lisboa

Crónica

O Metropolitano de Lisboa está sem dinheiro para mais museus

Temos uma rede estagnada e que se prepara para prestar agora um serviço com menos mobilidade. Menor frequência de comboios, mais lentos, e esperemos para ver se as ideias de encerrar mais cedo não voltam um dia a sair da cartola

Texto de João Craveiro • 02/02/2012 - 11:53

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Lisboa, capital de Portugal, 2012. A já há muito tardia ligação de metropolitano ao Aeroporto, em construção desde 2007, tem abertura prevista para meados deste ano – um aeroporto tão perto do centro da cidade, e ao mesmo tempo tão longe... Noutro ponto da rede, o troço Amadora Este–Reboleira está em reavaliação, prevendo-se a sua inauguração para algures em 2014.

 

Fora estas obras, quaisquer ideias de expansão estão na gaveta (quer as mais comedidas e inteligentes, quer a propaganda faraónica pré-eleitoralista de 2009). Segundo as declarações prestadas pelo Metropolitano de Lisboa quanto à obra da Reboleira, estão agora a ser adoptadas “soluções inovadoras e menos onerosas, em consonância com as restrições que a conjuntura determina”. A pergunta: só agora?

 

Como disse Voltaire, “o óptimo é inimigo do bom”. O metropolitano é supostamente um meio de transporte, rápido por sinal, um proporcionador de mobilidade. Mobilidade é uma pequena rede de museus com carris, ou uma rede ampla com estações mais modestas? Para as estações de correspondência (estilo Marquês de Pombal) ainda se justifica, mas para as estações intermédias (algumas delas desertas a maior parte do dia), poderia ter-se adoptado, e adoptar de futuro, uma abordagem semelhante ao velhinho conceito de “apeadeiro”.

 

É de crer que os habitantes de zonas às quais o metropolitano anda prometido há anos (além das que têm estações prontas à porta por abrir) não se importassem nada de terem o prometido meio de transporte, mesmo que sem museu incluído. Talvez apenas sentissem saudades, ao trocarem o autocarro pelo metropolitano, da previsão de tempo de chegada do próximo veículo (algo aparentemente dificílimo de concretizar mesmo para um meio de transporte que não lida com trânsito, semáforos e estacionamento indevido).

 

Em vez disso, temos uma rede estagnada e que, por via da mesma conjuntura, se prepara para prestar agora um serviço com menos mobilidade. Menor frequência de comboios, mais lentos, e esperemos para ver se as ideias de encerrar mais cedo não voltam um dia a sair da cartola. Teremos para já, por exemplo, a linha Verde, cujas estações sofreram e sofrem obras para suportarem comboios com 6 carruagens, a prestar serviço com comboios de 3 carruagens todo o dia. Foi ou não foi esbanjar dinheiro enquanto houve?

Eu acho que
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