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"Screenshot" da aplicação

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O segundo cartaz enviado pela Manhunt

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Metropolitano de Lisboa recusa publicidade da rede social gay Manhunt

Publicidade da rede social gay Manhunt não foi aprovada pelo Metro de Lisboa. Motivo? Podia "ferir susceptibilidades"

Texto de Amanda Ribeiro • 31/01/2012 - 11:25

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Quem passa pelas estações do Metro de Lisboa já está habituado a ver as meninas em lingerie da Triumph ou os abdominais dos espadaúdos jovens da DIM ou Armani. Mas parece que não vai ser desta que se verá publicidade da rede social gay Manhunt com dois homens de tronco nu na vertigem de um beijo (em cima) ou até de t-shirt num abraço (à esquerda). A razão? Esta publicidade pode "ferir susceptibilidades", justifica o Metropolitano de Lisboa (ML), que recusou a campanha este mês.

 

Tudo começou há cerca de um ano, conta Iúri Vilar, responsável em Portugal pela Manhunt, rede social norte-americana utilizada, maioritariamente, por homens homossexuais para combinar encontros. Tendo em conta que já existem 60 mil utilizadores no país (6 milhões a nível mundial), Iúri contactou a Multimedia Outdoors Portugal (MOP), empresa que gere a publicidade no ML, no sentido de fazer publicidade à rede social e à respectiva aplicação móvel na MOP TV para "atingir as pessoas que ainda estão no armário".

 

O serviço de televisão interna foi, entretanto, desactivado e só em Outubro foi assinado um contrato, segundo o qual a Manhunt teria 15 múpis (Mobiliário Urbano Para Informação) nas estações mais centrais, nomeadamente Rato, Saldanha, Picoas, Marquês do Pombal, Cais do Sodré e Restauradores. "Eles [a MOP] estavam super entusiasmados em ter esta publicidade mais 'revolucionária'", evidencia Iúri. O objectivo seria arrancar com a campanha em inícios de Dezembro.

 

A versão final do primeiro cartaz foi recusada num e-mail da MOP a dar conta da reprovação do ML. "Convém dizer que esta é a publicidade que está em todo o mundo, nos EUA, Rio de Janeiro, e que nunca houve nenhum problema", sublinha Iúri. A segunda versão foi então enviada e a resposta, enviada por e-mail pela MOP, foi mais concreta: "Os temas de teor sexual não estão autorizados nas redes [de múpis]."

 

Homofobia ou a satisfação dos clientes? 

A publicidade na rede é gerida pela MOP, mas o "ML intervém caso entenda exercer a faculdade (...) de não autorizar a colocação de publicidade, em determinadas circunstâncias", refere a transportadora, em declarações enviadas ao P3. Foi este o caso: "O ML foi solicitado a pronunciar-se sobre a campanha proposta em Janeiro deste ano, tendo recusado a autorização na mesma semana em que recebemos o pedido."

 

Iúri acusa o Metropolitano de "discriminação e homofobia", uma crítica "totalmente infundada", responde o ML, que salienta que a prioridade da empresa "é a satisfação dos clientes", não sendo, "primordialmente, um espaço publicitário". "Sempre que se coloque a dúvida de que a natureza dos produtos ou serviços em causa ou o teor da mensagem de uma campanha publicitária possam ferir susceptibilidades, é opção do ML não aceitar a divulgação da mesma na sua rede, independentemente da orientação sexual do respectivo público-alvo."

 

Agora Iúri, ameaçando recorrer aos tribunais, espera que lhe seja devolvido o pagamento, embora seja cada vez mais difícil falar com a MOP. A comercial com quem fechou o negócio não atende o telefone. Na tarde de terça-feira, dia 31 de Janeiro, a MOP garantiu ao P3 que o pagamento já havia sido efectuado, atribuindo o atraso aos trâmites da transferência bancária.

 

Notícia actualizada às 19h24 do dia 31 com a reacção da MOP

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