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Quarta, 16 Mai 2012 • 23h32

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O deputado considera que o acordo de concertação social foi um “passo brutal”

O deputado considera que o acordo de concertação social foi um “passo brutal” para o país Ricardo Castelo/nFactos

“Estas medidas vão ajudar a aliviar o desemprego jovem” Daniel Rocha

Daniel Rocha

Duarte Marques

Política

Líder da JSD diz que combate ao desemprego é “questão de fé”

Duarte Marques considera que a resolução do problema é “uma questão de fé” e, em entrevista ao P3, explicita as propostas que poderão ser adoptadas pelo Governo e apresentadas à UE

Texto de Rita Araújo • 23/02/2012 - 19:31

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A “grande novidade” entre as 35 medidas propostas é aquilo que o líder da JSD, Duarte Marques, apelida de “contrato de confiança”, um contrato de primeiro emprego. Com “menos garantias” e “mais desafios”, garante a contratação de jovens recém-licenciados mediante um salário que será o dobro do mínimo.

 

O líder da jota sublinha que é um “contrato diferente para pessoas que procuram a sua oportunidade”, estabelecendo um “conjunto de premissas” com a entidade empregadora, que beneficia de mais flexibilidade. As propostas apresentadas pela juventude social-democrata assentam em três eixos fundamentais: a criação de emprego, a internacionalização de empresas, e a mais-valia na contratação de jovens.

 

O deputado considera que o acordo de concertação social foi um “passo brutal” para o país, por ser a primeira vez que “gerações em conjunto tomam uma decisão que retira um bocadinho aos mais velhos para dar um bocadinho aos mais novos”. “É necessário que as gerações mais velhas abdiquem de alguns direitos”, declara.

 

Duarte Marques acredita que “estas medidas vão ajudar a aliviar o desemprego jovem” e defende que “é preciso que todos remem para o mesmo lado e tenhamos alguma sorte”. “Sobretudo é uma questão de fé e de acreditar que é possível”, afirma.

 

Erasmus Export

Para promover a internacionalização, a JSD propõe a adaptação do programa de estágios profissionais INOV Contacto às embaixadas INOV Embassy, colocando “'pivots' de exportação em mercados não habituais”. Já o programa de intercâmbios Erasmus pode ajudar a promover a exportação – com a criação do Erasmus Export.

 

O deputado propõe que cada estudante leve, no seu período de intercâmbio, “uma marca associada de uma empresa portuguesa” para o estrangeiro e ajude a “criar negócio”. Quanto aos estágios, é contra a obrigatoriedade de serem remunerados, porque “a obrigação faz com que muita gente nem sequer estágio tenha”.

 

A ideia da JSD é majorar fiscalmente as empresas que paguem os estágios, ou seja, fazer com que beneficiem de uma “mais-valia fiscal”. Ainda nas propostas, através do programa Move Work, a JSD propõe a possibilidade de contratação de um jovem por várias empresas, uma espécie de regime "freelance".

 

O deputado declara que esta opção vai “criar um emprego novo”, ao invés de promover a precariedade, fazendo com que um conjunto de empresas que necessitam do mesmo serviço – em regime de "part-time" – se unam na altura de contratar e de pagar um salário.

Comentários

    Tyanne (não registado)

    06/04/2012 - 07:24

    vimaranes, se eu te contar a história da minha tentativa para ser sócio, não sei se vais rir se chorar: mandei um mail a pedir a proposta, com morada; uma semana depois não recebi carta nem resposta ao mail; telefonei; não tinham recebido o mail; dei a morada pelo telefone; já passaram semanas e nada. Até hoje. Os números são óptimos, mas podiam ser melhores se tudo funcionasse de uma forma mais profissional. A Zona Sócio do site não funciona porquê, por exemplo?Acho que vou mandar uma carta a pedir a proposta. Registada e com aviso de recepção... online auto insurance quotes online car insurance

    Anónimo (não registado)

    24/02/2012 - 17:29

    Para dizer o que diz o sr. Ricardo deve ser um dos muitos assessores distribuidos por gabinetes ministeriais e parlamento apenas para lançarem areia na comunicação social. A questão é muito simples: o entrevistado disse ou não o que é transcrito? Tudo o resto é conversa barata

    JT (não registado)

    24/02/2012 - 17:17

    Foi de certeza a aventura da sua vida ter dado um passo naquele túnel escuro (se não for uma montagem). E o caso? A quem será que ele o pediu emprestado? Se as coisas não mudarem, lá o veremos dentro de uns tempos como um primeiro ministro cheio de mérito.

    Anónimo (não registado)

    24/02/2012 - 15:56

    Eu também tenho fé que este "jovem", se algum dia trabalhar sem ser para os amigos laranjas, sinta nos ossos e na carne a perda de direitos nas relações laborais, tenho fé que seja freelancer para várias empresas, sem direito a férias, fins de semana, feriados e que possa trabalhar 16 horas por dia por 1000 euros.

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