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Quarta, 16 Mai 2012 • 23h32

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O ACTA está sob negociação há vários anos

O ACTA está sob negociação há vários anos e o processo de ratificação está ainda em curso Johanna Leguerre/AFP

Cartaz anti-ACTA Geoffrey Dorne/Flickr

Internet

Centenas de manifestantes nas ruas contra o ACTA

Acções de protesto em várias cidades europeias contra o Acordo de Comércio Anti-Contrafação. Em causa está o receio de que a lei multilateral leve ao bloqueio de conteúdos online

Texto de Agências • 11/02/2012 - 19:09

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Centenas de manifestantes saíram este sábado para as ruas geladas de várias cidades europeias, incluindo Lisboa e Porto, em protesto contra o Acordo de Comércio Anti-Contrafação (ACTA), temendo que a lei multilateral leve ao bloqueio de conteúdos online.

 

Polónia, França Itália e Portugal estão entre os países europeus que recentemente assinaram o ACTA mas a ratificação do documento continua em causa em vários países, já que está a gerar uma onda de protestos, sobretudo entre os jovens.

 

“Partilhar não é roubar”, “ACTA, não!” e “ACTA is watching you” [O ACTA está a ver-te] são alguns dos slogans que várias dezenas de pessoas envergavam em cartazes, esta manhã, no Marquês de Pombal, em Lisboa.

 

Impacto em medicamentos genéricos

A preocupação de Guilherme Oliveira, que se deslocou hoje ao Marquês de Pombal, é o impacto que a lei vai ter na difusão de medicamentos genéricos.

 

“Na forma actual, os medicamentos são lançados no mercado e, depois de certo período de tempo, cai o título de direitos de autor e as empresas podem começar a fazê-los, o que faz com que o preço baixe bastante”, explica o estudante de Medicina.

 

“Mas, um dos pontos que são defendidos pelo ACTA é que o título de direitos de autor passa a ser vitalício e isto a longo prazo tem um custo enorme. Quem é que vai pagar? O Serviço Nacional de Saúde, que já está decrépito, ou nós?”, interroga.

 

“Uma lei do mais atroz que existe”

Nuno Oliveira, um outro manifestante que tirou a máscara usada pelo grupo de ‘hackers’ [piratas informáticos] para falar com a Lusa, considera que se trata de “uma lei do mais atroz que existe” porque “controla todas as trocas” que se façam via Internet, “desde os bilhetes de comboio, medicamentos e até comida”.

 

“Esta lei visa criar uma entidade ou dar a entidades já existentes a liberdade e o poder para poderem controlar qualquer tipo de servidores privados que já existam ou qualquer tipo de informação que esteja a ser divulgada”, sintetiza, acrescentando que “todo o fluxo de medicamentos, tudo o que esteja num servidor informático será controlado e possivelmente gerido por essas mesmas entidades”.

 

O Marquês de Pombal, em Lisboa, foi o ponto de encontro de uma concentração que não tem organizadores (“Somos todos líderes”, explicou uma manifestante) e que reuniu dezenas de pessoas ao fim da manhã de hoje. Numa manifestação pacífica, os participantes formaram um círculo junto àquela rotunda central da capital, onde alguns falavam alternadamente num megafone, demonstrando o seu descontentamento. 

 

Lê o artigo completo no PÚBLICO

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