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Texto de P3, PÚBLICO • 17/04/2012 - 11:35
Tem 24 anos e a sua persistência valeu um Pulitzer. Sara Ganim e a equipa do The Patriot-News, da Pensilvânia, foram distinguidos com o mais importante prémio de jornalismo no mundo na categoria de Reportagem Local.
A jovem jornalista não descansou enquanto não descortinou um escândalo de abusos sexuais a menores na Universidade de Penn State que envolveu um ex-treinador de futebol americano, Jerry Sandusky, de 68 anos. Segundo o Poynter Institute, Ganim começou a investigar a história aos 22 anos, muito antes de o caso ganhar impacto nacional. Com este prémio, torna-se uma das jornalistas mais novas a vencer um Pulitzer — em 1996, aos 22, Stephanie Welsh ganhou-o, tal como Jackie Crosby, aos 23, em 1985.
No seu site pessoal, Sara Ganim conta que é repórter desde os 15 anos. Licenciada em 2008 pela Universidade de Penn State (onde foi professora assistente), estagiou na Associated Press e começou a escrever sobre crimes e justiça no Centre Daily Times. O ano passado, integrou a equipa do "The Patriot News" precisamente nessa área. No seu curto percurso, já recebeu vários prémios pelos seus trabalhos.
Sobre a sua profissão, escreve: "Fazer jornalismo num jornal já não é só tinta e papel. Tudo o que faço, cada história que dou, está em várias plataformas. Não é invulgar para mim — num só dia — fotografar, filmar, editar vídeo, escrever, actualizar o site, publicar no Twitter e produzir narrativas áudio."
Huffington Post ganha primeiro Pulitzer
Um jornalista do Huffington Post ganhou um Pulitzer pelo seu trabalho sobre soldados americanos feridos no Afeganistão e no Iraque. É a primeira vez que trabalhos publicados no site são distinguidos com o mais importante prémio de jornalismo em todo o mundo. David Wood, um jornalista veterano, foi o escolhido na categoria de Reportagem Nacional.
O prestigiado prémio de Serviço Público foi atribuído ao "The Philadelphia Inquirer", pela cobertura da violência nas escolas da cidade, através de “poderosas narrativas” em texto e de vídeos que ilustraram “crimes cometidos por crianças contra crianças”, numa acção que “motivou reformas para melhorar a segurança de estudantes e professores”.
Na categoria de Última Hora ganhou a redacção do jornal "The Tuscaloosa News", do estado do Alabama, pela cobertura de um tornado, “usando os media sociais bem como a reportagem tradicional para disponibilizar actualizações em tempo real, ajudar a localizar pessoas desaparecidas e produzir relatos de fundo na edição impressa, mesmo após um corte de energia ter forçado o jornal a ser impresso noutra gráfica, a 80 quilómetros”.
O prémio para Jornalismo de Investigação foi partilhado pelos jornalistas Matt Apuzzo, Adam Goldman, Eileen Sullivan e Chris Hawley, da agência Associated Press – por um trabalho sobre a espionagem clandestina da polícia de Nova Iorque a membros da comunidade muçulmana – e pelos jornalistas Michael J. Berens e Ken Armstrong, do jornal The Seattle Times, pela investigação sobre uma decisão governamental de cortar custos administrando a doentes um analgésico mais barato, mas mais perigoso que outros fármacos.
O jornalista Massoud Hossaini, da Agence France-Presse, foi distinguido na categoria de Fotografia de Última Hora pela imagem de uma criança entre corpos mortos e feridos, após um ataque bombista em Cabul, em Dezembro de 2011 (ver segunda fotografia: pode ferir a susceptibilidade de alguns leitores). Na categoria de Fotografia de Reportagem venceu um trabalho sobre um veterano da guerra do Iraque com stress pós-traumático, da autoria de Craig F. Walker, do jornal The Denver Post.
Conhece os restantes vencedores no PÚBLICO.