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Ricardo Miguel Costa

Ricardo Miguel Costa é um dos fundadores da Salazar Ana Chaves

Mónica Matos da Silva e Ricardo Miguel Costa

Mónica Matos da Silva e Ricardo Miguel Costa Ana Chaves

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"Salazar" já chegou à internet

A nova revista de Cultura, Artes e Ideias já está disponível online. Qualquer semelhança com a realidade é mera provocação

Texto de Ana Chaves • 16/02/2012 - 11:27

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Eles não são piegas e o "Salazar" também não é a tia deles. "Salazar" é, isso sim, o título da nova revista bimensal de Cultura, Artes e Ideias. No entanto, também podem falar sobre columbofilia, até porque lhes pode ser útil para entregar o novo rebento.

 

O primeiro número da revista saiu no dia 8 de Fevereiro de 2012 e está disponível para visionamento online (e a "maravilhosa festa de apresentação" acontece no dia 17, no Plano B, no Porto). A ideia partiu de Ricardo Miguel Costa, um jovem de 26 anos, e de Mónica Matos da Silva, de 27 anos. Também da equipa fazem parte Telma Granjo (25 anos), Ana Cláudia (22 anos), Miguel Mariani (23 anos), Francisca Faísca (23 anos) e Raquel Rego (27 anos). Ah, e Simone, a cadela.

 

O título "provocatório e com portugalidade"

A "Salazar" pretende “explorar um conceito que nunca se explorou em Portugal” e, com isso, divertir os leitores. Após o lançamento, em 48 horas acederam ao site mais de oito mil pessoas e o “feedback” tem sido “extremamente positivo”.

 

O nome nada tem que ver com as ideologias fascistas dos mentores. Eles até nem são de extrema-direita... apesar de acharem que depois de "Salazar" — o António Oliveira — só houve um grande líder: Pinto da Costa. “Salazar” lia-se num graffiti feito numa ponte pedonal “ali na zona de Loures” e foi avistado por Ricardo durante uma viagem de comboio. E “é esteticamente muito bonito”, acrescenta Mónica.

 

Ricardo gostava muito de ter Manuel Cruz a escrever na "Salazar", do mesmo modo que um texto da Ruth Marlene seria muito bem-vindo — “um beijinho para ela”, já agora. Para além disso, lembra que qualquer pessoa pode enviar as suas propostas, o que não garantem é que as mesmas sejam publicadas.

 

Não tem data nem notícias

Nenhuma "Salazar" é datada. Querem que seja como uma edição de coleccionador, uma obra verdadeiramente intemporal, que tanto pode ser lida hoje como daqui a três anos.

 

A revista nasceu para “seres pensantes”, responde Ricardo quando questionado sobre a que público-alvo se destina. A versão impressa, quando sair, terá um custo entre os cinco e os dez euros e nunca vai haver uma grande tiragem. Para já, o que se sabe é que a edição digital tem 124 páginas e que o segundo número deverá sair em Abril. “Na volta, sai a 25 de Abril mesmo e era um berbicacho!”, termina Ricardo entre risos.

 

"Salazar", o outro, dizia saber muito bem o que queria e para onde ia. Já Ricardo e Mónica não têm tantas certezas: “Vamos até onde a Cultura nos deixar”.

 

Texto corrigido às 11h42

Comentários

    Produtora Cultural (não registado)

    16/02/2012 - 23:11

    Acho muito mal. Uma revista cultural aludir a Salazar é de pessimo gosto e faz publicidade positiva ao ditador, mesmo que os autores da revista queiram ser vistos como anti-salazaristas. quem vê de fora diz: "Se não são anti, são pro."

    olavo (não registado)

    16/02/2012 - 21:47

    gosto que haja incomodados... a palavra já estava banalizada quando começou a ser um utensílio de cozinhaobjeto de cozinha: e porque não uma publicação? ambos rapam ou "rapavam" os tachos, porque é que este não pode rapar/estimular a criatividade de quem a criou, colabora ou vier a consultar?

    Anónimo (não registado)

    16/02/2012 - 17:03

    pior é muito dificil mas não impossivel.....só quem nasceu em liberdade é que pode dar um nome destes, pena na escola não se ensinar o que foi de facto salazar. Pobreza de espirito ou falta de informação??? cultura e salazar não combinam...é perigoso começarmos a brincar com simbolos extremistas, não podemos esquecer que os ignorantes levam tudo a sério e são eles que são perigosos pois apoiam os extremistas.

    no fundo é tudo igual a tudo (não registado)

    16/02/2012 - 14:32

    do que se lê neste artigo, mesmo sem tem lido a dita revista, eis a pós-modernidade em todo o seu esplendor: o valor do impacto, do meio de comunicação bem conseguido, mesmo que não comunique nada de especial; os nomes, como o título, que não têm importância nenhuma, porque é só mais um nome como outro qualquer, mas no fundo não é, que afinal só serve para provocar e chamar a atenção, e não tem qualquer significado - nem histórico; desenquadramento ideológico - como é possível nos dias que correm!?; a já-mais-do-que-vista mistura da 'baixa' e da 'alta' cultura, onde convivem a ruth marlene com o manuel cruz, «afinal ela até gosta de coisas sérias daquelas que nós gostamos também (!) e o manuel ulalá nutre uma admiração secreta pela ruth, vejam bem!»; etc. é a esmifrada 'liberdade criativa'. BRAVO! uns compram, outros lêem, outros criticam (importa é o pessoal falar) e desabafam aqui ou no FB, tanto faz, desde que se ache que alguém nos ouve... mas sobretudo o lugar deste tipo de ''liberdade criativa'' é em lado nenhum, na terra do nunca, onde tudo é igual a tudo. o salazar é só o salazar que é só o salazar. tudo assim niveladinho, no vazio. e assim, cheios de coisa nenhuma, chegamos aos dias de hoje... admirável mundo novo.

    Anónimo (não registado)

    16/02/2012 - 13:12

    Estes jovens "mentores", brilhantes pensadores, devem ter lido o "Marketing for Dummies" e lido a Receita n.1 de marketing imediato: usar um nome que agite as aguas e exalte emocoes. Boa! Esqueceram-se foi que o resultado pratico a longo prazo e' a alienacao de quem respeita a Historia e as historias de todos aqueles para quem este nome significou medo, terror e repressao.

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