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As crónicas mais lidas da semana: emprego, estágios e menstruação

Estas foram as crónicas que mais deram que falar esta semana

Texto de P3 • 19/08/2016 - 16:50

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"Jovem, não tens trabalho? A culpa é tua"

O emprego esteve na mira dos cronistas do P3 esta semana. João André Costa vestiu a capa da ironia e escreveu um artigo onde a culpa de quem não tem emprego é... de quem não tem emprego. "A culpa é tua. Não por não haver emprego (não há) mas por não quereres trabalhar. Jovem, queres trabalhar? Larga o computador em frente do qual te sentas 365 dias por ano e, por favor, larga o telemóvel e deixa de correr atrás dos pokémons, põe de lado o rendimento mínimo e o subsídio de desemprego à custa dos quais vives e esquece lá essa ideia porque nem todos podemos ser doutores ou engenheiros." Estaremos condenados à precariedade?

 

“O terrorismo salarial em Portugal”

Na mesma temática seguiu Bernardo Mascarenhas de Lemos, cronista estreante no P3. Desta vez, o foco foi para os estágios não remunerados, aos quais chama de "terrorismo salarial". "Um conceito que se inventou e que eu sempre detestei", diz: "Um mês, dois meses, três meses, seis meses à experiência, sem remuneração. Pior é que este processo se sustenta, em muitos casos, na mentira. Uma esperança alimentada ao longo dos meses de trabalho (não pago!) de que haverá, eventualmente, repito, eventualmente, uma remota possibilidade de ficar como efectivo caso a pessoa em questão tenha uma boa performance. Esta é a chave para alimentar a farsa e “obrigar” as pessoas a sujeitarem-se aos meses de trabalho não pago, estabelecidos "a priori".

 

"Vê lá se se nota que sou mulher e que menstruo uma vez por mês"

A propósito da a nadadora chinesa Fu Yuanhui, que surpreendeu o mundo ao falar sobre seu ciclo menstrual nos Jogos Olímpicos de 2016, Cristina Soares decidiu escrever sobre menstruação, acreditando que "é o falar alto que nos vai limpando as nódoas que nos metem na cabeça." Na crónica, a autora conta a experiência de ser menina acabada de descobrir a menstruação, de como isso foi sempre um tabu — e de como isso não deveria, de todo, ser um tabu. "Às vezes chegávamo-nos perto da professora e dizíamos, muito baixinho, "hoje não consigo", estou com dores de barriga e ela acenava com a cabeça, tinha percebido o que queríamos dizer, não nos marcava falta e deixava-nos assistir à aula sentadas a um canto. Estou com dores de barriga. Nunca dizíamos, estou com o período."

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