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Crónicas da semana: de campeões europeus ao horror do terrorismo

A semana começou no primeiro lugar do Euro 2016, prosseguiu com um ensaio sobre a solteirice e terminou com o horror do terrorismo, no rescaldo de Nice. Vale a pena reler estas três crónicas

Texto de P3 • 17/07/2016 - 02:36

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Selecção Nacional, perdoa-nos!

A 11 de Julho, Portugal acordou de sorriso na cara depois dos 120 minutos do Portugal versus França que terminou da melhor forma. Nelson Nunes decidiu, em jeito de homenagem, apontar “um gigantesco pedido de desculpas aos 23 rapazes que venceram o Campeonato da Europa”. “Não me importo de dar o peito às balas, uma vez que também fui culpado de alguns destes crimes hediondos que aqui enuncio”, escreveu. Passou por todos os jogadores da selecção, com destaque para os dois nomes do jogo de domingo passado: Cristiano Ronaldo (“desculpa por termos dito que eras um puto mimado”) e Éder (“Desculpa, luva branca. És o rei disto tudo”). No fim, o remate: “Assim como não estamos habituados a vencer troféus europeus, também não sabemos como parar com farras imensas. Alguém nos explica como é que regressamos, pé ante pé, ao marasmo da normalidade?”.

 

Ensaio sobre a solteirice

Mafalda Amorim é muito sensível quando se aborda o assunto “estado civil”. A razão? A questão, tantas vezes repetida: “Como é que uma mulher tão bonita e simpática como tu continua solteiro?”. Esta psicóloga escreveu um “Ensaio sobre a solteirice”, no qual pede à sociedade para parar de tentar emparelhar quem não tem parceiro. “Nós, mulheres solteiras, não somos doentes moribundas, caídas na rua da amargura a pedir esmolas de carinho e atenção a todos os transeuntes que passam.” Estar solteiro “não é sinónimo de problema, nem tão pouco de solidão”, assegura. Pode ser uma opção. “Tenho que admitir que me espanta (e me irrita profundamente) que em pleno século XXI ainda se considere a solteirice uma doença grave e terminal contra a qual temos que lutar até à última gota de suor.”

 

Je ne suis pas Nice

No rescaldo do atentado que matou mais de 80 pessoas em Nice na última quinta-feira, 14 de Julho, João André Costa recorda alguns dos “atentados perpetrados pelo Estado Islâmico”. Começa o texto “Je ne suis pas Nice” em Maio de 2013 e, várias linhas depois, termina a 25 de Julho de 2015. Nos quase dois anos que separa essa data de 14 de Julho de 2016, muitos outros tiveram lugar — no Médio Oriente, em África e na Europa. Enquanto não soubermos os nomes de todos os que morreram ou foram afectados às mãos do Estado Islâmico, continua, não pode ser Nice. “Hoje não. Porque antes de sermos Nice, temos de ser Reyhanli, Haditha, Idlib, Mosul, Beshir, Jalula, Baquba, Tikrit, Homs, Bagdad, Aleppo, Raqqa, Samra, Ninewa, Diyala, Saladin, entre tantos outros, entre tantas outras pessoas de cujas vidas nunca vamos tomar conhecimento, pelo menos até que um dia os meus amigos se lembrem de colorir os seus perfis no Facebook com as cores da bandeira da Síria ou do Iraque.”

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