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Ana Dias foi convidada para visitar a mansão de Hugh Hefner

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Ana Dias

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Ana Dias, a fotógrafa estrela da Playboy já tem um “webshow”

É a primeira vez que a mais famosa revista erótica do mundo convida uma fotógrafa para protagonizar um "webshow". A eleita é a portuguesa Ana Dias

Texto de Mariana Correia Pinto • 17/11/2015 - 16:07

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Hugh Hefner está à frente de Ana e Ana sente-se dentro de um sonho. Abraça-o, fala sem parar, diz-lhe da imensa honra que é conhecê-lo. Ele sorri. Ela volta a abraçá-lo, continua a falar. Ele repete duas vezes: “My pleasure.” Ana Dias não está dentro de um sonho. O episódio aconteceu em Junho deste ano na mansão do fundador da mais famosa revista erótica do mundo. A coleccionadora de revistas Playboy que se transformou em fotógrafa (isso já contámos em 2013) é agora protagonista de um “webshow” da própria Playboy. É uma espécie de diário da vida profissional de uma fotógrafa colaboradora da revista e é a primeira vez que a Playboy o faz — o que, falando novamente de sonhos, parece outro à portuense de 31 anos: “Nunca esperei uma coisa destas.”

 

O entusiasmo de Ana Dias não é camuflável. Em Junho deste ano, o então director da Playboy americana Jimmy Jellinek convocou-a para uma reunião nos escritórios de Los Angeles. O que lhe queria propor era que Ana não estivesse apenas do lado de lá das câmaras e aceitasse ser o rosto e o guião de um novo projecto. O nome: “Playboy Abroad: Adventures with Photographer Ana Dias.” Ela, claro, respondeu-lhe que sim: “Para eles era muito interessante a ideia de mostrar uma mulher fotógrafa a fotografar outras mulheres, bonitas, um pouco por todo o mundo. E para mim era um privilégio.”

 

O primeiro episódio da série já está online e foi filmado em Sesimbra. Depois, disso, a equipa de Ana Dias — com os videógrafos Marta Mota e Filipe Figueiredo — passou por Sevilha, Amesterdão e Varsóvia. No início do mês de Dezembro irá até Israel. Em cada “webshow”, de cerca de cinco minutos, é possível conhecer um pouco mais sobre a fotógrafa portuguesa — o trabalho, os bastidores, a vida nas cidades e ainda o testemunho de uma modelo com quem esteja a trabalhar.

 

Quando o P3 conheceu Ana Dias, no início de 2013, a fotógrafa auto-didacta formada em Artes Plásticas estava prestes a assinar a terceira capa consecutiva da Playboy Portugal. Entretanto, “muita coisa aconteceu”. Ana já assinou mais de 40 publicações e 11 capas em 18 países diferentes, conheceu o seu ídolo Hugh Hefner, viajou por todo o mundo, tornou-se cobiçada por revistas e modelos. A assinatura, essa, continua a ser a mesma: feita com “cenários sem tristeza, com cor, alegria, e coisas que façam bem à alma”.

 

Como no início da carreira, a fotógrafa continua a querer controlar todo o processo: desde a escolha da modelo, passando pelo guarda-roupa, a maquilhagem e o cabelo. “Tenho uma equipa, que se mantem comigo desde o início. Nem sempre é possível levá-los para todos os sítios, mas sempre que posso trabalho com eles. Já sabem tudo o que gosto, desde o pormenor de gostar de lábios desenhados aos cabelos perfeitos. Isso é muito importante”, avalia.

 

A recente decisão de pôr fim à nudez integral na Playboy é, para Ana Dias, uma forma de “atingir um público mais alargado” e fugir às “limitações impostas pelas redes sociais”. Mas vai a portuguesa deixar de o fazer? “Não”, responde. “Vou continuar a fotografar a nudez feminina. Acho que haverá sempre nudez. Pode, no máximo, haver um fim da nudez frontal ou integral”. Na verdade, explica, as balizas já existem, dependendo dos países para onde se está a trabalhar: “Na Tailândia e nas Flipinas, por exemplo, nem há nudez. Na Rússia só pode haver topless”.

 

Ser mulher ajuda Ana Dias "a perceber o que deve ou não deve ser realçado", mas "não é o mais importante". "O que conta mais é a forma descontraída como trabalho. Encorajo sempre a modelo a estar à vontade e depois vou orientando”, conta. Trabalhar fora de Portugal fê-la perceber que os preconceitos não são exclusivos do nosso país: nem da parte de quem compra ou vende a revista nem no que às modelos diz respeito. “Nos quiosques americanos, por exemplo, vi a Playboy tapada com um coelho nos quiosques, o que não acontece cá. Achei surreal. As modelos também: em qualquer parte do mundo, é difícil encontrar uma modelo muito bonita que se dispa.”

 

Além do trabalho para a Playboy, Ana Dias faz catálogos de moda, de automóveis e criou até uma empresa, a Cliché Photography. Sonhos por concretizar tem ainda vários: fazer capa numa Playboy americana, trabalhar para a Taschen e fazer um calendário Pirelli. Mas o mais importante já está a acontecer. “Nestes anos descobri também que o mais espectacular disto tudo é o caminho, as pessoas que conheço e os novos sonhos que nascem”.

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