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Em Portugal, o "rastreamento de graduados" é feito de forma "esporádica"

Em Portugal, o "rastreamento de graduados" é feito de forma "esporádica" JSmith Photo/ Flickr

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"Dos 32 sistemas avaliados, 26 recolhem dados sobre a entrada dos diplomados no mercado de trabalho, mas apenas 12 o fazem frequentemente"

Estudo

Portugal não acompanha os jovens licenciados

Relatório da Associação Europeia das Universidades aponta debilidades à forma como o Governo recolhe informações sobre entrada dos diplomados no mercado de trabalho.

Texto de Samuel Silva • 15/09/2012 - 20:34

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Em Portugal "não existe uma política nacional de rastreamento de estudantes" que permita perceber a forma como os jovens entram no mercado de trabalho depois de diplomados.

 

A conclusão é de um estudo da Associação Europeia das Universidades (AEU) que aponta fragilidades à forma como o Governo tem feito a recolha destes dados. O acompanhamento dos licenciados no acesso ao emprego tem sido feito pelas universidades por sua iniciativa.

 

Apesar de o relatório TrackIt concluir que "o rastreamento de graduados a nível nacional é comum nos países europeus", Portugal surge no grupo de países onde o acompanhamento é feito de forma "esporádica", juntamente com outros 13 sistemas de ensino, onde se incluem a Áustria, a Bélgica e a Espanha.

 

"Muitos pontos fracos"

Dos 32 sistemas avaliados, 26 recolhem dados sobre a entrada dos diplomados no mercado de trabalho, mas apenas 12 o fazem frequentemente, tipicamente em intervalos entre um e três anos.

 

Em Portugal "não existe um sistema nacional de rastreamento para os graduados", aponta o documento. Os dados que o Ministério da Educação e Ciência (MEC) possui sobre o número de diplomados desempregados têm base em informações do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), um sistema que a AEU considera que "tem muitos pontos fracos".

 

"O mais grave é que ele não fornece nenhuma informação sobre os diplomados empregados, além de que nem todos os licenciados desempregados se registam no IEFP", lê-se no relatório. De acordo com o mesmo documento, a ausência de um acompanhamento dos alunos após a graduação explica-se pelo facto de o desemprego de licenciados não ter sido considerado "um problema sério" até aos últimos anos.

 

O relatório TrackIt, que foi publicado pela primeira vez este ano, reconhece o "esforço significativo" das instituições de ensino superior, que têm lançado várias iniciativas nesta área. Os responsáveis da AEU esperam que a acção das universidades e politécnicos intensifique a recolha de dados sobre empregabilidade, nomeadamente quanto à percentagem de diplomados empregados num determinado período após a graduação.

 

Lê o artigo completo no PÚBLICO

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