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A Faculdade de Economia sente-se "apertada" em Campolide

A Faculdade de Economia sente-se "apertada" em Campolide Nuno Ferreira Santos

Educação

Faculdade de Economia da Nova quer sair de Campolide e instalar-se à beira-mar

Cascais vai ceder terreno para que a Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa possa deixar as actuais instalações na capital, em Campolide. O objectivo é ter maior conforto e mais estudantes estrangeiros

Texto de Carlos Filipe • 12/02/2012 - 17:44

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A necessidade de expansão e o desejo de captar um maior número de estudantes estrangeiros, oferecendo as melhores condições de conforto e competitividade a nivel europeu, poderá levar a Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa a deixar as actuais instalações na capital, em Campolide, e transferir-se para o concelho de Cascais.

 

Um protocolo entre a academia e o autarquia, que já foi aprovado pelo executivo, mas que só será assinado após consentimento da assembleia municipal, define as linhas da parceria, cabendo à câmara municipal encontrar, no prazo máximo de um ano, um terreno para a implantação do novo campus universitário, com uma área de dez hectares (o equivalente a 14 campos de futebol), que seria cedido à Nova, em direito de superfície, por 50 anos.

 

Aquele terreno, porém, terá que preencher requisitos especiais, constituindo condição primordial para a Faculdade de Economia que tenha localização privilegiada, dita icónica, junto ao mar, com boas acessibilidades. E a área a disponibilizar não deverá ser muito inferior a 100 mil metros quadrados, mas suficientemente grande para poder comportar vários edifícios de ensino e administrativos, residências para estudantes e equipamentos desportivos, de conforto e lazer.

 

Proximidade do mar

Por icónico pode entender-se mesmo "junto ao mar", sublinha José Ferreira Machado, director da Faculdade de Economia, exemplificando-o com a localização da Fundação Champalimaud, em Belém. E sugere, também, a imagem da envolvência das universidades norte-americanas na Califórnia. "Por proporcionarem uma integral vivência académica, onde se habita, estuda, convive e se pratica desporto", justificou.

 

"O ensino pode ser uma grande indústria exportadora, como já estamos a fazer em Angola na Escola de Negócios [fundada em 2010], com resultado anual de sete milhões de euros", diz o director da Escola de Negócios e Economia.

 

"Queremos criar condições para atrair talentos para a Nova School of Business & Economics, sendo que um quarto dos alunos que preparam mestrado já são estrangeiros. E para isso precisamos de espaço. Só através da expansão conseguiremos aliar a oferta de boa qualidade de ensino às melhores condições de envolvência e conforto - já que o clima ajuda -, para podermos ser competitivos com a oferta europeia nos cursos de mestrado de Bolonha", afirma.

 

Lê o artigo completo no PÚBLICO

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