Universidade

Ensino Superior vai ter 43 novas licenciaturas (cinco em Osteopatia)

Pouco mais de metade das propostas apresentadas passaram pelo crivo da A3ES. Associação de Profissionais de Osteopatia satisfeita com abertura de cinco licenciaturas na área

Texto de Filipa Silva/JPN • 07/07/2016 - 16:51

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A Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES) aprovou a abertura de 43 novas licenciaturas no próximo ano lectivo. De acordo com os dados cedidos pela entidade ao JPN, das 79 propostas que chegaram à entidade, 36 foram rejeitadas.

 

Há propostas que testam conceitos novos, como a de Design Global (IADE), de Gestão de Bioindústria (IP Coimbra) ou ainda de Gestão Marítima e Costeira (U.Algarve). Mas do conjunto de licenciaturas aprovadas a área que se destaca é a de Osteopatia que viu cinco propostas avalizadas pela A3ES.

 

O facto resulta da conclusão do processo de regulamentação de uma lei de 2013, que reconhece o exercício profissional da Osteopatia, bem como de outras seis terapêuticas não convencionais.

 

Nuno Barreto, presidente da Associação Portuguesa de Profissionais de Osteopatia, mostra-se satisfeito com o arranque dos cursos, os quais vão ser lecionados pela CESPU, Cruz Vermelha Portuguesa de Lisboa, Instituto Piaget de Gaia e de Silves e pela Escola Superior de Tecnologias da Saúde do Politécnico do Porto.

 

Estes cursos, na sua opinião, vão contribuir para elevar “a formação e a qualidade dos serviços prestados pelos osteopatas e pelos outros terapeutas não convencionais”, até porque, nota, “o ensino profissional é muito divergente. Tanto existem cursos de 100 ou 200 horas como de mil ou duas mil horas e até agora não havia nada na lei que dissesse o que era necessário para ser osteopata ou outro terapeuta não convencional. E a partir de 2013 a lei foi clara. Só com licenciatura é que os profissionais ficam reconhecidos”.

 

Em Portugal, estima-se que existam entre 2.500 a 3 mil osteopatas. O interesse sobre estas formações foi mais forte do lado das instituições privadas. “As universidades privadas posicionaram-se para estar na dianteira e ter mais uma oferta ao nível de ensino destas terapêuticas não convencionais. Tudo o que é fora da saúde está um pouco esgotado e eles, nesta parte das terapêuticas não convencionais, veem um nicho de mercado que não existe noutras áreas”, analisa o especialista.

 

Além da Osteopatia — uma terapêutica que trata a estrutura e a função do corpo com técnicas manipulativas do tecido ósseo, visceral ou muscular — também a acupuntura, a fitoterapia, a naturoterapia e a quiropráxia têm definidos os requisitos para os respetivos ciclos de estudos, não tendo sido contudo aprovada nenhuma das propostas chegadas à A3ES nestas áreas. O processo de regulamentação está por concluir nos casos da homeopatia e da medicina tradicional chinesa.

 

A “falta de pessoal docente qualificado” nestas áreas é o maior entrave, segundo explicou o presidente da A3ES à Renascença.

 

Nos cursos de Osteopatia devem abrir, no total das cinco formações, 125 vagas, 30 no Politécnico do Porto e 95 nas instituições privadas.

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