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Brinquedos

Estes jovens fizeram dos brinquedos vintage um negócio

Inês é advogada. Sofia e Rui são designers. Juntos lançaram o “Carrossel”, uma marca de brinquedos de madeira que alia a tradição à contemporaneidade

Texto de Pedro Pires Serrão • 27/11/2013 - 10:29

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Sofia Simões queria oferecer um cavalo de baloiço ao sobrinho, em Outubro do ano passado, mas não encontrava nenhum de que gostasse. Comprou um, pintou-o, deu-lhe um toque mais moderno e ofereceu-o ao filho de Inês Simões, a irmã. Inês,  postou imagens do brinquedo no seu blogue e os leitores começaram a perguntar-lhe onde o podiam comprar. As duas irmãs, em conjunto com Rui Pereira (marido de Sofia), decidiram "testar" a viabilidade do projecto no Natal. O resultado não poderia ter sido melhor: venderam todos os cavalos de baloiço que tinham restaurado. Assim nasceu a a marca Carrossel, registada em Março de 2013.

 

Cavalos de baloiço, piões de cordel, ou casas e berços para bonecos. Estes são os brinquedos que têm aguçado o interesse dos mais pequenos e despertado o revivalismo dos graúdos, à semelhança do que acontece com os criadores da marca. “Estes brinquedos fazem parte do nosso imaginário infantil”, refere Inês, sem deixar passar a sua aversão à “obsolescência programada” dos brinquedos actuais. “O nosso maior contentamento é que os brinquedos do Carrossel durem muitos anos”.

  

Todos os brinquedos são produzidos em Portugal e isso enche de orgulho a marca. Embora não fabriquem os cavalos de baloiço e os piões de cordel — estão adquiridos a fornecedores portugueses —, são os três sócios desta empresa familiar que tratam da pintura e dos acabamentos dos brinquedos. Quanto aos berços e às casas de bonecas, são os próprios que os constroem. “O pai do Rui era carpinteiro, por isso, já tinha alguns conhecimentos que lhe foram passados”, afirma Inês Simões.

 

Os brinquedos da marca procuram aliar o tradicional ao o contemporâneo. As irmãs que dinamizam a marca Carrossel explicam que a estratégia consiste em apostar ao mesmo tempo em dois mundos:  “um salgado, outro doce”. O “universo salgado” aposta em “cores mais contemporâneas e arrojadas”, ao passo que o “universo doce” prefere cores e acabamentos “suaves e delicados”.

 

Próxima paragem: Açores e Madeira 

Por agora, a marca ainda só vende para Portugal Continental, mas já espera a internacionalização. “Vender para fora implica muita logística, principalmente no transporte e na embalagem”, refere Inês Simões, que adianta que o objectivo passa por “primeiro chegar às ilhas” e só depois a mercados internacionais.

 

A advogada e os dois designers ainda não conseguem dedicar 100% do seu tempo à marca, já que mantêm as suas profissões em paralelo, mas esperam poder trabalhar exclusivamente neste projecto. “Gostávamos de trabalhar nisto a tempo inteiro”, afirma Inês Simões, sem esconder a satisfação pelo rumo que o projecto tomou. “Está a correr melhor do que esperávamos. O 'feedback' dos clientes tem sido muito bom”.

 

A marca pretende ainda lançar um novo brinquedo já nos primeiros meses do ano, para além de estarem a ser preparadas “novas interpretações” para os brinquedos existentes na loja. Os brinquedos estão à venda na loja online da marca e também estão em exposição num “showroom”, em Aveiro. Para comprar é necessário estar registado no site do “Carrossel” ou entrar em contacto com a empresa. As encomendas podem ser levantadas no “showroom” de Aveiro, ou através dos correios (sujeito a portes de envio). O cavalo de baloiço custa 75 euros; o berço, 65 euros; a casa de madeira, 85 euros; e o pião de cordel está disponível a 10 euros.

Eu acho que
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