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Porto Paralelo: eles querem recuperar negócios com mais de 50 anos

O trabalho está a ser feito com os proprietários das lojas, por zonas e por ruas, de forma a melhor organizar o comércio urbano

Texto de Fabio Rodrigues • 05/09/2013 - 12:07

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O Porto Paralelo é isso mesmo, o que o próprio nome indica. A ideia nasceu, há um ano e meio, na cabeça de Marta Nestor, quando estava a fazer o projecto de licenciatura.

 

Nessa altura, pensou em fazer um roteiro de estabelecimentos de comércio tradicional, porque se deparou com fachadas muito devolutas e com uma enorme falta de informação sobre comerciantes e clientes.

 

Formou-se, então, uma equipa de cinco elementos, que foi desenvolvendo o conceito do Porto Paralelo. E o conceito é este: reabilitar negócios com mais de 50 anos de existência no Porto, caídos no esquecimento e dos quais quase ninguém se recorda.

 

Marta e Margarida são designers de comunicação. Hugo Pereira é responsável pela área de "marketing". Tiago está a cargo da gestão de finanças. O último, Carlos, comanda a área estratégica. "O nosso objectivo é corrigir a lacuna de informação e tentar chegar aos comerciantes", disse Hugo Pereira ao P3. Assim, desde Janeiro que o grupo está a fazer um mapa das lojas de comércio tradicional do Porto com mais de 50 anos.

 

"Websites" e "workshops"

Os serviços serão propostos em três áreas distintas: "website" e aplicação móvel, plataforma e congregacão de toda a informacão. Irão fazer "workshops" e visitas guiadas para a população e turistas, nos quais pretendem "valorizar o conhecimento e levar pessoas às lojas", garante Hugo Pereira.

 

O trabalho está a ser feito com os proprietários das lojas, por zonas e por ruas, de forma a melhor organizar o comércio urbano. Todos os serviços fornecidos, que podem incluir apoio burocrático, estão a ser gratuitos, pelo menos para já. Algumas das suas intervenções já aconteceram. A Casa das Luvas e uma loja de vestuário para tunas viram as suas montras reorganizadas.

 

Hugo Pereira disse ao P3 que "o projecto já possui uma quantidade de informação suficiente para abrir portas a todo o vapor este mês". Mas explica que é preciso criar uma "politica de zona: existe uma falta de congregação, que faz (o comércio tradicional) perder terreno para com os centros comerciais". Na sua opinião, o comércio tradicional precisa de "sincronizar calendários, ofertas e comunicação".

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