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Aos 32 anos, Luís Cantos apostou num novo negócio Hugo Amaral

Passear o cão ou ir levantar a roupa à lavandaria são apenas alguns dos serviços que este Moço de Recados pode fazer DR

Empreeendedorismo

Luís Campos quer fazer os nossos recados numa vespa amarela

O “Moço de Recados” faz aquelas tarefas chatas para as quais nem sempre temos tempo — desde que sejam legais, claro. Empresa, lançada há poucos dias em Lisboa, já quer expandir

Texto de Ana Maria Henriques • 26/11/2012 - 11:33

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Os livros comprados online foram parar a uma estação de correios porque não estava ninguém em casa para os receber? É preciso ir levar o cão a passear mas o trabalho vai prolongar-se? Os bilhetes para aquele espectáculo imperdível estão a terminar e não há tempo para os ir comprar? Luís Campos quer tratar disso, daqueles recados mais chatos que se acumulam por falta de tempo.

 

A lista de tarefas que o lisboeta de 32 anos pode fazer termina, apenas, no limite da legalidade. E naquilo que terceiros podem fazer. De resto, a ideia deste negócio é que seja abrangente e sempre aberto a novos contributos.

 

Está preparado para ter de passear vários cães ao mesmo tempo — quando assim é, prontifica-se a conhecer os animais primeiro, para evitar situações desagradáveis —, esperar em longas filas de entidades públicas ou estar em casa para receber o electricista.

 

Por agora, os serviços deste Moço de Recados estão apenas disponíveis em Lisboa e arredores. Nas 54 freguesias da capital, cobra oito euros por 30 minutos e, de 15 em 15 minutos, há um aumento de dois euros (o que significa que um recado de uma hora fica por 12 euros). Para Cascais ou Mem Martins, por exemplo, acrescem custos de deslocação.

 

Há ainda uma modalidade de cartão pré-pago, a piscar a olho às prendas de Natal. Ao fim de oito recados carimbados num cartão, Luís oferece o 9.º.

 

Inovar para não emigrar

A história do Moço de Recados é repetida, o conjunto de serviços oferecidos quer ser diferente. Luís Campos trabalhou dez anos na área da publicidade e "marketing", metade deles como "freelancer". Ficou sem emprego fixo há mais ou menos um ano, em Novembro de 2011, e percebeu que ser "freelancer" era ainda mais difícil.

 

“Tinha duas hipóteses: ou ia-me embora ou criava a minha própria oportunidade”, conta Luís. A partir daí foi só recuperar uma ideia de negócio, deixada a repousar, e partir para estudos de mercado, inquéritos, uma identidade gráfica. Com o nome Moço de Recados, Luís quer remeter para o passado. O mesmo acontece com a vespa amarela, recuperada para servir como transporte preferencial para os serviços pedidos.

 

No futuro próximo, Luís quer ter “responsáveis de concelho”, para diminuir o custo dos recados ao cliente e já está, também, em reuniões para expandir o serviço para o Porto. “Já estive em várias empresas e nunca tive a possibilidade de fazer aquilo que realmente gosto, como vídeo”, sublinha o publicitário. Acções de guerrilha e "flyers" são algumas das coisas que se seguem.

Eu acho que

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