Ensino superior

Estudantes têm nova ferramenta online para escolherem a profissão

Portal desenhado pela Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa permite seleccionar profissões com base nos interesses dos alunos ou nos ambientes em que pretendem trabalhar.

Texto de Samuel Silva • 28/06/2017 - 11:27

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Os estudantes do ensino secundário têm um novo aliado na hora de escolherem o curso que pretendem seguir depois de terminado esse nível de ensino. A Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa desenhou um motor de busca, que está disponível online, onde os jovens podem procurar um curso ou formação com base naquilo que são os seus interesses, capacidades ou os ambientes em que pretendem vir a trabalhar. Em função dos resultados ficam a conhecer os perfis de profissionais que estão no activo em cada uma das áreas.

 

O motor de busca vocacional está disponível, desde a semana passada, no portal Design The Future. “Este não é um teste psicológico nem um teste vocacional”, explica Isabel Janeiro, professora na Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa que coordenou a concepção da ferramenta. “É uma forma de os jovens compararem os seus interesses com as profissões existentes”, acrescenta.

 

O portal foi criado há dois anos pela associação Better Future, um organização juvenil com sede em Lisboa e uma delegação no Porto, que, desde 2014, tem recebido vários prémios de empreendedorismo social por iniciativas sempre ligadas à educação e formação.

 

Desde o início que permitia uma busca por instituições de ensino ou cursos, muito à semelhança do que pode ser feito no portal da Direcção-Geral do Ensino Superior. Este ano, contudo, o site — que tem o apoio da Fundação Vodafone Portugal e do banco Santander Totta — foi reforçado com a opção de Exploração Vocacional. Os estudantes podem aí escolher uma de três categorias: “Interesses”, “Ambientes de trabalho” e “Capacidades”, em função daquilo que mais valorizam numa futura profissão. Dentro de cada uma destas opções há diferentes possibilidades de resposta e, em função da escolha, abre-se uma lista de profissões possíveis.

 

Por exemplo, se um aluno quiser procurar áreas que lhe permitam ter no futuro um emprego com horário flexível, o portal sugere-lhe ocupações como actor, copywriter publicitário ou designer. Se pretende profissões que permitam estar ao ar livre, sugere-se, por exemplo, biólogo marinho e arqueólogo. Se gosta de “actividades práticas” algumas hipóteses enumeradas são chef e restauradora de arte especialista em pintura.

 

A cada uma das profissões está depois associado um perfil de um profissional da respectiva área, com uma biografia e um vídeo de apresentação, bem como a oferta formativa existente para aquela área.

 

O Design the Future lista licenciaturas e mestrados, quer em instituições públicas quer privadas, mas também formações não superiores, como cursos profissionais ou especializações. Ao todo há mais de 3000 cursos à escolha, com informações sobre a localização ou forma de candidatura. A sua “grande vantagem” é permitir aos jovens “confrontar o seu perfil vocacional com o mundo das profissões”, sublinha Isabel Janeiro.

 

Outra novidade do portal é a inclusão de “profissões novas”, que os alunos “ainda não conhecem” e que podem ter um papel importante no futuro. Há, por exemplo, testemunhos de um neuromarketeer ou de uma astrobióloga.

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