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Exemplo de parte do currículo de Ashton Kutcher no Vizualize.me DR

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Miguel Gonçalves explica o "So Pitch"

Dicas para se fazer um bom "pitch"

Miguel Gonçalves fala sobre o Udini, outro projecto da Spark para o mercado de trabalho

Pedro Almeida

Existem várias formas de marcar a diferença na altura da entrevista de emprego

Trabalho

Vou ser entrevistado em vídeo e levo comigo um CV de gráficos

Existem cada vez mais formas de nos candidatarmos a propostas de trabalho, ainda que muitos empregadores continuem a preferir o CV de formato normal

Texto de Daniel Cerejo • 26/12/2011 - 11:19

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E se, para que nos candidatássemos a um emprego de designer, tivéssemos de fazer uma apresentação/entrevista (iguais às do casting dos "Ídolos"), na qual poderíamos (e deveríamos) falar, entre outras coisas, sobre o nosso site, sobre o que colocamos no nosso blogue ou sobre a viagem que fizemos com os nossos amigos e que mudou a nossa perspectiva sobre as coisas? Será que aceitaríamos?

 

Quem fala em design, fala em qualquer outra profissão, e a verdade é que este formato de entrevista de emprego é apenas um entre outros inovadores que, recentemente, têm vindo a ser utilizados por pessoas que querem marcar a diferença no competitivo mercado de trabalho.

 

O exemplo acima referido partiu de uma agência de criatividade, a Spark. Chama-se “So You Think You Can Pitch” e, em 2011, teve lugar no Porto e em Braga, onde reuniu, numa fase final, 140 candidatos do país inteiro e 250 empresários. Daqui resultaram que “cerca de 80 pessoas estão a trabalhar”. Para 2012, estão previstas outras duas edições.

 

Apesar deste número de candidatos bem sucedidos, Miguel Gonçalves, fundador da Spark e dinamizador do “So Pitch”, refere que “a maioria continua a suportar-se nas licenciaturas”. “É importante começarmos a colocar a tónica não na licenciatura que tu tiraste, mas naquilo que tu queres fazer, porque o mercado não compra licenciaturas, compra trabalho”, afirma.

 

Este diferente formato procura ser uma alternativa, por exemplo, ao comum Europass. “As próprias empresas começam a compreender que a estrutura do Europass está um pouco esgotada. No limite, pensam: ‘Ok, agora tens 300 currículos e, daqui, seleccionar o melhor, por três ou quatro folhas, dá imenso trabalho e não é representativo’”, diz Miguel.

 

Com vídeo é outra coisa

Mas, ainda assim, quando se analisa um caso em que existe uma empresa de recursos humanos como mediadora entre candidato e empregador, parece que este último continua “a preferir o [CV de] formato normal, os de texto corrido”, revela Dina Valério, técnica de recursos humanos da Go Work.

 

Todavia, “a inovação acaba por ser uma mais-valia para muitos dos candidatos” e, por parte da Go Work, existe abertura para receber outro tipo de currículos, como, por exemplo, em vídeo, onde é possível “analisar outras questões: a atitude, a motivação, a fluência verbal…”. “É [um formato] muito interessante. Até já há muitas empresas que, numa fase inicial, fazem entrevistas via Skype para perceber, de facto, quem é o candidato”, refere Dina Valério.

 

Visualizar o currículo

Também existem outras empresas de recursos humanos, como a NHD, que criaram mesmo uma plataforma onde candidatos podem deixar os seus “vídeo-currículos”. Desde a sua criação, em Agosto de 2011, o Clip-CV teve, nos seus estúdios de gravação, “cerca de trinta” candidatos e, destes, “dois casos de contratação”.

 

Cláudia Pinto, a gestora da plataforma, explica os números tendo em conta a “fase inicial do projecto” e o acanhamento que ainda existe perante as câmaras. Contudo, este poderá ser o único entrave, visto que a gravação do CV em vídeo é gratuita.

 

Mas para quem, ainda assim, não ficar convencido, existe sempre a possibilidade de, em vez de dar a cara, mostrar gráficos. A aplicação Vizualize.me consegue pegar nos dados sobre o percurso profissional visível numa conta Linkedin e transformá-los em estatísticas multicolores com variantes à nossa escolha. O segredo está em ser apelativo e passar a mensagem.

Eu acho que
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