Quarta, 16 Mai 2012 • 23h24
313 utilizadores online
Audio
Miguel Gonçalves explica o "So Pitch"
Dicas para se fazer um bom "pitch"
Miguel Gonçalves fala sobre o Udini, outro projecto da Spark para o mercado de trabalho
Texto de Daniel Cerejo • 26/12/2011 - 11:19
E se, para que nos candidatássemos a um emprego de designer, tivéssemos de fazer uma apresentação/entrevista (iguais às do casting dos "Ídolos"), na qual poderíamos (e deveríamos) falar, entre outras coisas, sobre o nosso site, sobre o que colocamos no nosso blogue ou sobre a viagem que fizemos com os nossos amigos e que mudou a nossa perspectiva sobre as coisas? Será que aceitaríamos?
Quem fala em design, fala em qualquer outra profissão, e a verdade é que este formato de entrevista de emprego é apenas um entre outros inovadores que, recentemente, têm vindo a ser utilizados por pessoas que querem marcar a diferença no competitivo mercado de trabalho.
O exemplo acima referido partiu de uma agência de criatividade, a Spark. Chama-se “So You Think You Can Pitch” e, em 2011, teve lugar no Porto e em Braga, onde reuniu, numa fase final, 140 candidatos do país inteiro e 250 empresários. Daqui resultaram que “cerca de 80 pessoas estão a trabalhar”. Para 2012, estão previstas outras duas edições.
Apesar deste número de candidatos bem sucedidos, Miguel Gonçalves, fundador da Spark e dinamizador do “So Pitch”, refere que “a maioria continua a suportar-se nas licenciaturas”. “É importante começarmos a colocar a tónica não na licenciatura que tu tiraste, mas naquilo que tu queres fazer, porque o mercado não compra licenciaturas, compra trabalho”, afirma.
Este diferente formato procura ser uma alternativa, por exemplo, ao comum Europass. “As próprias empresas começam a compreender que a estrutura do Europass está um pouco esgotada. No limite, pensam: ‘Ok, agora tens 300 currículos e, daqui, seleccionar o melhor, por três ou quatro folhas, dá imenso trabalho e não é representativo’”, diz Miguel.
Com vídeo é outra coisa
Mas, ainda assim, quando se analisa um caso em que existe uma empresa de recursos humanos como mediadora entre candidato e empregador, parece que este último continua “a preferir o [CV de] formato normal, os de texto corrido”, revela Dina Valério, técnica de recursos humanos da Go Work.
Todavia, “a inovação acaba por ser uma mais-valia para muitos dos candidatos” e, por parte da Go Work, existe abertura para receber outro tipo de currículos, como, por exemplo, em vídeo, onde é possível “analisar outras questões: a atitude, a motivação, a fluência verbal…”. “É [um formato] muito interessante. Até já há muitas empresas que, numa fase inicial, fazem entrevistas via Skype para perceber, de facto, quem é o candidato”, refere Dina Valério.
Visualizar o currículo
Também existem outras empresas de recursos humanos, como a NHD, que criaram mesmo uma plataforma onde candidatos podem deixar os seus “vídeo-currículos”. Desde a sua criação, em Agosto de 2011, o Clip-CV teve, nos seus estúdios de gravação, “cerca de trinta” candidatos e, destes, “dois casos de contratação”.
Cláudia Pinto, a gestora da plataforma, explica os números tendo em conta a “fase inicial do projecto” e o acanhamento que ainda existe perante as câmaras. Contudo, este poderá ser o único entrave, visto que a gravação do CV em vídeo é gratuita.
Mas para quem, ainda assim, não ficar convencido, existe sempre a possibilidade de, em vez de dar a cara, mostrar gráficos. A aplicação Vizualize.me consegue pegar nos dados sobre o percurso profissional visível numa conta Linkedin e transformá-los em estatísticas multicolores com variantes à nossa escolha. O segredo está em ser apelativo e passar a mensagem.
Comentários
Audio
O preconceito em relação à mulher brasileira existe, mas Roberta nunca o sentiu
Adelie (não registado)
01/05/2012 - 05:40
Bem, a ter essa componente de realização/felicidade é porque vai ser mesmo uma "encomenda".Daqui tiro uma ilação, os números sãos maus e Sarkozy aponta para uma felicidade fingida, deve ser isso. à fácil brincar com os números e fazê-los mentir por nós, então com a felicidade é mesmo uma palhaçada geral. Basta pensar nos critérios, João Rodrigues aponta o sobre-trabalho, o sobre-consumo e o sobre-endividamento como atributos para a infelicidade. Brinquemos com esses conceitos e temos trabalhadores super-motivados (sobre-trabalho), realização plena das necessidades (sobre-consumo) e forte investimento (sobre-endividamento).Falar dos números do paÃs em termos de crescimento do PIB é sempre um mecanismo populista e pouco sério, porque sozinho o crescimento do paÃs não é o bálsamo que precisávamos para ter emprego e salários de qualidade. A questão fulcral é mesmo interna, trata-se de resolver o eterno conflito entre os detentores dos meios de produção e os dependentes, o conflito é de fácil resolução, ou entramos por um regime de propriedade colectiva dos meios de produção (não digo Estatal, mas sim dividido porque quem trabalha com eles) ou então regulamos os rendimentos dando margens aceitáveis para os mesmos. levitra 10 mg order buy viagra
Kethan (não registado)
22/04/2012 - 06:33
Querido Roney, vejo que seu otimismo está ficando diferente.Ao pensar sobre isso, diria que você não é otimista (cristalizante, coisificante), mas é portador de otimismo e a sua taxa atual é menor do que o das nas nossas conversas anteriores.Você pergunta:Até quando vamos incentivar as pulsões individuais (instintos genéticos e meméticos ao meu ver) em detrimento da sobrevivência coletiva?Bom, acredito que não podemos ver isso como fatos fechados em si mesmo. Tudo é processo, tensões entre forças que disputam entre si um determinado equilÃbrio.Freud, sugiro ler “O mal estar da civilização” logo de cara diz que o ser humano vem detonar a sociedade e esta se protege dele.Assim, o impulso do “eu” / do “ego” precisa ser combatido com o “nós”, “o todo”.Não é algo que se resolve, mas se equilibra, através de mecanismos de controle social, que geram taxas que nos levam para momentos de mais ou menos eu ou nós.Diante disso, acredito, que estamos saindo do fim de uma etapa de um equilÃbrio continuado em que um grupo conseguiu por longo perÃodo dar as cartas, ser a banca, definir as regras do jogo.Conseguiram tal feito ao dominar um ambiente informacional verticalizado, que se consolidou nos últimos 500 anos…e estabelece um poder forte do “eu”, em decadência, gerando crises cada vez mais insolúveis, na maneira de sustentação desse modelo.Ou seja, nossa taxa do nós está bem baixa e, acredito, ser isso que a Internet vem reequilibrar…introduzindo a oxigenação para que mais gente possa opinar, se articular, fiscalizar.As pulsões individuais e as coletivas sempre vão estar em conflito e os sistemas (principalmente os que procuram a democracia, esse pior melhor sistema do mundo) tentar criar ferramentas para estimular o nós em detrimento do eu, sempre em aperfeiçoamento, como se vê aqui os furos nos EUA.Esse salto na maneira de pensar equilÃbrios constantes/taxas me permite ver as coisas de forma diferente e talvez mais próximo do que venha ser o real.E questiona o final do documentário acima comentado em que coloca a culpa em uma das forças, como se não fosse o próprio sistema que deve ser repensado.à isso,à isso, que dizes?Grato por visita e comentário,Nepô. buy car insurance online online auto insurance quotes
Queenie (não registado)
08/04/2012 - 09:29
Descobri agora q estás em Portugal, não é? Estive em Portugal a dois anos – num periodo de tres meses, fazendo espetáculos musicais no Porto, Coimbra, Algarve, Lisboa, Matosinhos pela FNAC e alguns particulares. Além de cartunista, sou musico… Saudades. Ainda volto quem sabe… Sabes que punheta ca no Brasil tem um significado diferente do de Portugal, não sabes? AbraçoJeff auto insurance auto insurance quotes
nyloqdrxhdm (não registado)
06/04/2012 - 20:41
oLQlMk pacgnjcedxbu
Martin (não registado)
05/04/2012 - 21:15
Descobri agora q este1s em Portugal, ne3o e9? Estive em Portugal a dois anos num periodo de tres meses, zedanfo espete1culos musicais no Porto, Coimbra, Algarve, Lisboa, Matosinhos pela FNAC e alguns particulares. Ale9m de cartunista, sou musico Saudades. Ainda volto quem sabe Sabes que punheta ca no Brasil tem um significado diferente do de Portugal, ne3o sabes? Abrae7oJeff
Luis Maia
28/12/2011 - 23:54
L.M adorei adorei esta forma de candidatura é formidavél , bons seria para tudas as artes uma pessoa ligada a contrução por o que sabemos é uns sector maior desemprego principalmente no Norte creio que no sul 90% das pessoas não conhecem estas artes que existem como Pedreiro /trolha/ canalizador/ electrecista/ etc .... tudo vai para capital ou vai (serviços relaxante ou politicos imaginemos uns trolha a fazer uma entrevista com gamela ,taloça ,esfregaço,nivel mais material ,fazer uma entrevista , será politico precisa de CV ou estudos para qualquer cargo ou até uns trolha pode ser P. Ministro
Anónimo (não registado)
26/12/2011 - 20:20
http://youtu.be/6a354FJkvM4
Anónimo (não registado)
26/12/2011 - 13:47
Isto é tão idiota como um pedreiro ter que cantar uma ópera para trabalhar nas obras, ou um engenheiro mecânico ter que desfilar numa passerelle para fazer carros. Esta palhaçada de designers terem que falar para a câmara como se estivessem num casting para apresentar o curto circuito é só mesmo para fingir que são muita cool, jovens, empreendedoras e aparecerem em notícias como esta.
Submeter um novo comentário