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Nélson Oliveira foi considerado o segundo melhor jogador do Mundial sub-20 Nuno Ferreira Santos

Nélson Oliveira

“Não sei por que os portugueses não têm mais oportunidades”

O avançado do Benfica confessa nesta entrevista que é apenas “um rapaz que quer ser jogador”

Texto de Hugo Daniel Sousa • 01/09/2011 - 15:52

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Nélson Oliveira, avançado do Benfica, foi considerado o segundo melhor jogador do Mundial sub-20. O jovem de 20 anos confessa que o prémio não o mudou e que é apenas “um rapaz que quer ser jogador”. E pede mais oportunidades para os jogadores portugueses.

 

Acabou de dizer aos seus colegas das camadas jovens do Benfica que ainda não é um jogador, mas um rapaz que quer ser um jogador. O que falta para se sentir um jogador?Ainda me falta tanta coisa. Sou um rapaz de 20 anos. Tenho muito para evoluir. Como é lógico, todos os rapazes da minha idade não são jogadores feitos, estão em aprendizagem. Até aos 24 anos, estamos sempre a aprender. Só a partir dos 24 anos somos mais maduros e estáveis. Por isso disse que sou um rapaz em aprendizagem que quer ser jogador.

 

O facto de ser o segundo melhor jogador do Mundial sub-20 dar-lhe-á mais oportunidades?Acho que sim. É um facto que me abre portas, que pode ser muito bom no futuro.

 

Isso ajudou-o a ficar no plantel no Benfica?Não. Já tinha a confirmação de que iria ficar no plantel do Benfica antes de ir para o Mundial.

 

Os Mundiais de sub-20 revelam grandes jogadores, como aconteceu com Messi e Maradona, mas há outros que depois não se confirmam. Receber a Bola de Prata é uma responsabilidade extra?Dá-me uma responsabilidade extra, mas é algo a que não vou dar importância. Ter recebido o prémio de segundo melhor jogador do Mundial em nada alterou a minha pessoa e a minha forma de pensar. Vou continuar a trabalhar da mesma forma e a tentar evoluir.

 

Quando regressaram do Mundial foram unânimes: os jovens portugueses não têm tantas oportunidades como deveriam. Por que acontece isto?Não sei a que se deve isso. O Benfica está a tentar contrariar esse aspecto e está a apostar em jovens portugueses. Penso que daqui para a frente vai ser feita uma maior aposta em jovens portugueses.

 

No Benfica e noutros clubes, tem havido apostas em jovens estrangeiros de 18/19 anos, como Di María e James Rodríguez. Acha que há menos resistências em apostar em miúdos que vêm do estrangeiro do que na chamada prata da casa?Esse é um facto. Tem vindo a ser assim até aqui, mas a partir de agora vai começar a haver maior aposta dos clubes em jogadores portugueses.

 

Entre muitas explicações, há quem diga que os campeonatos de juniores são pouco competitivos e que os jogadores portugueses se ressentem quando chegam aos seniores. Sentiu isso?No meu segundo ano de júnior, tive oportunidade de jogar meia época na I Liga, no Rio Ave, o que foi muito bom para mim. Acho que isso pode ter alguma importância, daí ser importante o aparecimento das equipas B.

 

Nessa experiência no Rio Ave e depois na época passada, no Paços de Ferreira, sentiu dificuldades na adaptação ao futebol profissional?Senti muito mais dificuldades no tempo do Rio Ave, porque no Paços de Ferreira aquilo já não era novo para mim. Já sabia que ia encontrar um ritmo e a uma competitividade diferentes.

 

Voltando ao Mundial, a selecção partiu incógnita para a Colômbia e regressou como vice-campeã. Foi uma bofetada de luva branca em quem não acreditava nesta selecção?Não falo em bofetada de luva branca, porque não vejo as coisas dessa forma. É verdade que a maior parte das pessoas não acreditava na selecção e nós limitámo-nos a fazer o nosso trabalho. Fizemos um grande trabalho e demonstrámos que o jogador português tem qualidade e que deve ser levado em consideração.

 

Qual foi a maior lição deste Mundial?Foi que os favoritos se vêem dentro de campo e não fora, nos jornais e na comunicação social.

 

Lê o artigo completo no PÚBLICO.

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