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Crónica

Uma corrida de nus à volta do Marquês

Não foi o Ronaldo, foi o Lopetegui quem lixou o Sporting do Bruno. Por isto, imagino que a próxima ideia em Alvalade seja uma corrida de nus à volta do Monumento ao Marquês de Pombal

Texto de Mário Barros • 14/06/2018 - 15:23

Mário Barros é um emigrado

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Escrever sobre o Mundial a cerca de 2000 quilómetros de distância não é só escrever sobre o Mundial a cerca de 2000 quilómetros de distância, eu que estou na terra que viu nascer e idolatra o chamado pontapé na bola. É, acima de tudo, olhar para o que acontece no ludopédio nacional com a lonjura necessária para melhor entender que o espírito dos “viriatos”, afinal, não está morto, nem enterrado. E Bruno de Carvalho, o presidente do Sporting, é o exemplo máximo disso mesmo. O líder da SAD (Ainda? Lá terá de ser? É o que se pode arranjar neste momento?) do Sporting tem feito o que pode e o que não pode para chamar a atenção sobre si (dele) nestes últimos meses.

 

Desde Março, se os registos não me falham na memória e nas pesquisas do Google, o antigo membro da maior claque leonina não tem feito outra coisa se não acicatar os ânimos contra a própria equipa (a malta que lhe pode dar dinheiro nas transferências), contra os sócios (os que costumam apoiar a equipa), contra os adeptos (idem), patrocinadores e pessoas em geral (não exactamente por esta ordem). Bruno de Carvalho não se governa, nem deixa governar o Sporting.

 

Aquilo que este verdadeiro “hincha” do clube dos Viscondes não contava era com o basco Julen Lopetegui. Como nos Monthy Python ninguém esperava a Inquisição Espanhola. Não é que o antigo treinador (ou coisa parecida) do FC Porto teve a desfaçatez de assinar pelo Real Madrid ainda antes do primeiro pontapé na bola, lá na Rússia?

 

As notícias que me vão chegando de Portugal já praticamente esquecem as buscas da Polícia Judiciária na casa do rival da Segunda Circular e o ex-presidente do "penta" deve agora estar com os pavilhões auriculares e os demais órgãos sensitivos mais aliviados com a diminuição de notícias sobre as alegadas escandaleiras de toupeiras analógicas e digitais que, dizem nos “mentideros”, andaram a minar o ludopédio nacional nos últimos anos.

 

Por isso, Ronaldo, és uma farsa! Falhaste quando muita gente pensava que as tuas fintas, os teus remates, os teus golos, iam fazer com que a nação do pontapé na bola olhasse para o essencial (a bola entra, ou não entra?) e deixasse de lado o acessório. Falhaste quando não conseguiste desviar as atenções do desporto nacional: dizer mal dos outros e, ao mesmo tempo, chamar a atenção sobre si mesmo. Falhaste porque ainda não jogaste no Mundial da Rússia (mas vais jogar e marcar, porque és o melhor do mundo; cinco vezes, pelo menos).

 

E quem é que tinha de vir estragar a festa anunciada? Voltamos ao Lopetegui. Não contente por ter convocado alguns dos melhores jogadores do mundo para jogar contra nós na Rússia, ainda teve o desplante (sim, o desplante) de assinar por um clube nas antevésperas de orientar a selecção principal da Espanha, lá na Rússia. Ronaldo: não queres conselhos meus, mas dou na mesma: quando ele der a primeira palestra, põe os phones.

 

Por isto, imagino que a próxima ideia em Alvalade seja uma corrida de nus à volta do Monumento ao Marquês de Pombal.

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