Paul quer competir em natação sincronizada — e isso é um problema

autoria P3

// data 17/01/2018 - 15:49

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Ainda há desportos para meninas e outros para meninos? Paul Ribes, atleta profissional espanhol, diz que a natação sincronizada é um dos exemplos que mergulha de cabeça na piscina das “modalidades exclusivamente femininas” — o que não quer dizer que tenha deixado de a praticar. Até porque o grande objectivo é “quebrar a barreira” do “sexismo” e chegar aos Jogos Olímpicos, onde a prática ainda se inclui “na competição de mulheres”, tanto em equipa como em dueto, desde que lá chegou, em 1948.

 

Paul, 22 anos, descreve o desporto “como ballet na água” e apaixonou-se por ele mal viu um espectáculo ao vivo em Barcelona, tinha sete anos. Pouco depois estava a treinar, ainda a natação sincronizada só aceitava atletas profissionais femininas, o que, de resto, é praticamente o mesmo panorama dos dias que correm, denuncia. Por mero acaso cruzou-se com os Panteres Grogues, uma associação LGBTI sem fins-lucrativos de pessoas que “praticam desporto e acreditam que toda a gente deve poder competir no que quiser”. “Porque o sexismo não se fica pela natação sincronizada”, alerta no vídeo da plataforma Great Big Story.

 

O atleta, que treina em Barcelona, já teve a sua estreia mundial em 2015, quando a Federação Internacional de Natação começou a permitir duetos mistos em campeonatos mundias. “A água é a minha segunda casa”, declara. Por que é que é tão difícil abrir a fechadura?

Eu acho que