Esta academia faz muita ginástica ambiental

autoria Nuno Rafael Gomes

// data 14/11/2017 - 13:18

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As árvores que se amontoam pela encosta da Penha abaixo têm, desde Junho de 2017, nova vizinhança e o novo inquilino de Guimarães ocupa uns largos 3000 metros quadrados. Não é mais um aglomerado de blocos de betão a sujar a paisagem — aliás, se há blocos, são de cortiça. A Academia de Ginástica de Guimarães está instalada bem perto do Parque da Cidade e estabelece-se como ponto de equilíbrio entre o ambiente, a tecnologia e a arquitectura. Na procura de auto-suficiência aliou-se a arquitectura aos conhecimentos de geotermia e aerotermia, “o que permite que as valências do edifício sejam captadoras de energia”, aponta Manuel Roque, arquitecto do Pitagoras Group. A preocupação ambiental pautou toda a edificação da Academia, cuja escolha dos materiais foi realizada “de forma criteriosa”. Não só pela sustentabilidade, mas também pela integração do edifício na paisagem natural e no próprio clima da cidade, “um desafio para esta construção”. O símbolo da sustentabilidade ambiental do edifício mora nos blocos de cortiça que o rodeiam, sendo este um “material vivo, 100% reciclável, sem aditivos de outra natureza e cuja ligação é feita pela própria resina”, explica o arquitecto. Além disso, há uma praça “que estabelece uma ligação com a cidade mais longínqua”, namorando com a paisagem que se desenha lá ao fundo, e onde será possível “organizaram-se outros eventos”, adianta Manuel Roque. O edifício eficiente acompanha a motivação ambiental que move Guimarães na candidatura a Capital Verde Europeia 2020.

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